sábado, 12 de dezembro de 2009

Ofensa aos gamers

Ontem houve alguns acontecimentos que me deixaram estrogonoficamente irritado. Prossigamos com a narração da porra toda.

Pela manhã, sem muitos problemas. Fui acordado e empurrado para fora da cama, como sempre, pelo maldito superego, meia hora depois da tentativa mal sucedida do despertador do celular. Enquanto escovava os cabelos e desembaraçava os dentes, torcia para que meu pai não oferecesse carona, pois assim eu seria obrigado a pegar o ônibus, potencializando assim minhas chances de chegar atrasado e perder alguns minutos de aula. Não foi o que aconteceu e eu, com a atleticidade de Homer Simpson, aceitei o favor, afinal, entre alguns minutos a mais de aula e uma caminhada de 300 metros até a parada (somada à possibilidade de ter que enfrentar 30 minutos de pé no busão, por falta de lugares disponíveis), é elementar a alternativa a ser escolhida.

A meio caminho da sala, num raro e breve lapso de notável memória, recordo-me do aviso da professora de que a aula seria de laboratório. Então reprogramo mentalmente a rota, andando da maneira mais vagarosa possível que não me fizesse parecer retardado, para maximizar o tempo perdido - o que se revelou uma tentativa vã, já que a professora sequer havia chegado, e ainda haviam alunos da aula do horário anterior no laboratório, finalizando os experiementos.

Enquanto esperava pelo início da aula no corredor, só o que sentia era uma crescente indignação, pois como é de conhecimento geral dos alunos frequentadores do prédio dos laboratórios de física, as aulas lá são um inferno: várias vezes há equipamentos com defeito e/ou faltam fios, multímetros (para o caso da Física II-C), etc. Aí temos que ficar esperando e pedindo emprestado, de mesa em mesa, para os que já terminaram tal parte do experimento. Há pouco professor para muitos alunos com muitas dúvidas, então também devemos esperar para perguntar alguma coisa. E os experimentos muitas vezes são mal explicados; não fica claro o que deve ser feito, o que deve ser entregue ao professor no final da aula, enfim, uma chatice só. E todo o esforço para aguentar essas aulas não tem quase nenhum valor na avaliação do aprendizado do aluno.

Durante a conversa com meus colegas de experiemnto, entre uma medição corrente elétrica e outra, descobri que o trabalho de projeto de uma outra disciplina, que eu acabei não fazendo, não precisaria ser apresentado em aula, pois o professor não poderia comparecer e simplesmente deixaria um bolsista esperando na sala, encarregado de receber os trabalhos em DVD. Isso significa que se eu tivesse pedido (ou pago) para alguém colocar meu nome no trabalho, eu teria uma quase razoável chance de passar nesta cadeira. Si fudê, esse professor não avisa direito os esquemas...

Passando a manhã um pouco desagradável, e avançando a fita para pular a tarde, que transcorreu dentro da normalidade, vamos finalmente ao Troféu Ignorância do dia.

Estava eu bem feliz porque há alguns dias descobri uma video-locadora relativamente próxima à minha casa que, adivinhem, também loca jogos de PS3. Vi o catálogo pela internet e já estava todo animado pensando: "Pô, esses caras sabem das coisas. Estão ligados que nós gamers às vezes não temos condições de pagar pelo produto original, então estão investindo nisso..."

Apesar de não ser tão longe de casa, achei que poderia ficar meio perdido, então propus à mãe que levasse eu e meu irmão de carro para alugarmos uns filmes e jogos. Assim nós nos preocuparíamos em olhar as placas com os nomes das ruas para ver se estávamos tomando o caminho certo.

Chegando lá, nos impressionamos com o baita tamanho do lugar. Além das alas de locação, havia uma área exclusiva para venda, no segundo andar. Primeiramente descemos uma pequena escada, à direita de quem entra lá, que levava à área dos filmes "comuns". Depois de olhar bastante, não achamos nenhum jogo de PS3 nas estantes. Nos dirigimos então de volta ao balcão, pleo qual passamos na entrada, e eu perguntei a um dos atendentes:
- Vocês têm jogos de Playstation 3 também, né?
- Isto.
- Onde é que eles ficam?

Eis que surge o motivo da revolta extrema.

O atendente, apontando para uma área similar àquela da qual havíamos voltado, porém bem menor, e no lado oposto, descendo as escadas à esquerda de quem entra, respondeu:
- Descendo ali, naquela entantezinha azul pequena, com a foto do Iron Man.

Eu, ainda sem perceber direito para onde eu estava me dirigindo, desci os 8 ou 9 degraus e consegui focalizar o logotipo de identificação das capas dos Blue-ray's ali dispostos: "Playstation 3".

Mas, poucos segundos depois de começar a verificar os títulos mencionados no site, notei uma atmosfera estranha. Virei a cabeça vagarosamente para o lado, me desfazendo da empolgação de achar os jogos para alugar, e o que vi? Um DVD do Ursinho Pooh. Percibi instantaneamente onde eu estava... NA SEÇÃO INFANTIL!!!

A raiva me dominou. Como pode este ser um país tão ignorante e atrasado? Se alguém ainda está boiando, deixa eu explicar melhor. Ao deixar os games de PS3 na seção infantil da locadora, eles estão simplesmente dizendo que jogar PS3 é coisa de criança. Quem joga videogame é criança. Essa é a coisa mais errada que alguém pode dizer, desde isto aqui.

Sabe, da mesma forma que nas locadoras nós temos uma área reservada para os temas adultos (pornografia, para ser curto e grosso), essa divisão deve ser feita com os games também. Há jogos criados, de fato, para crianças, mas também há jogos com temas adultos. Com nudez, violência, sangue, palavreado de baixo calão e com enredos complexos voltados para o público maior de 16 ou 18 anos. Tipo, eles colocaram jogos como GTA IV e F.E.A.R. 2 (ambos com classificação etária "Mature", ou seja, 17 anos ou mais) na seção infantil, junto com o DVD do Ursinho Pooh. Vai ser idiota assim na puta que pariu, caralho.

"Queria tanto que o Pooh estivesse aqui para brincar comigo..."

Nada mais a declarar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rápidas e boas

  • Dia 20 de dezembro deste ano (num domingo), a partir das 9h, acontece o Game Sul, no Colégio Marista São Pedro, aqui em Porto. O evento conta com vários torneios de games como atrações principais, mas obviamente também será possível jogar muito Ps3, Wii e Xbox 360 descompromissadamente, só para curtir. Ao todo são 20 torneios e uma porrada de títulos disponíveis para jogar. Haverá ainda um espaço para jogos de Paintball, algumas paredes de escalada, concurso de Cosplay e muitos shows de diversas bandas interessantes. Além disso, terão os stands de diversas lojas de games, anime e afins. Ingressos já a venda: 1º lote - R$ 25,00 (até 14/12) e 2º lote - R$ 35,00 (até 20/12). O valor do ingresso já inclui inscrições para os torneios.

  • No dia 28 de janeiro do ano que vem, às 21h30min, se apresentará no Estádio Passo D'Areia - popularmente conhecido por Estádio Zequinha -, em Porto Alegre, ninguém menos do que a banda Metallica, devido ao World Magnetic Tour, que está divulgando o nono álbum de estúdio deles, o Death Magnetic. O Zequinha é a sede do Esporte Clube São José, e a capacidade dele para o show é de 27.000 lugares. Os ingressos começaram a ser vendidos há alguns dias e provavelmente já estão esgotando. Cadeira e Pista VIP deve ter ainda, nos respectivos valores de R$ 160,00 e R$ 250,00.
Obs.: Eu vi que tá escrito '09 (sendo que o show de que falo é em 2010), mas não achei outra foto e é muita mão editar.

  • O Natal está chegando, vocês sabiam? Dia 25 deste mês...
  • O Ano Novo também está chegando, sabiam?

  • O Internacional não foi campeão brasileiro, sabiam?

  • As férias estão muito próximas. Se não fosse por toda aquela confusão da gripe A, provavelmente todos já estariam de férias das aulas. Quando foi feito o cronograma de 2009/2 para uma das cadeiras mais "punks" que estou fazendo, chegaram a marcar a data da prova de recuperação (última prova do semestre) para 3 de janeiro (!), mas devido às reclamações o regente da disciplina decidiu cortar algumas das aulas de laboratório menos importantes (pelo bem geral da nação, que não aguenta esses porres de aula) e mandou a cambada (professores) aligeirar na matéria, para terminar tudo ainda neste ano. Imagina que merda seria passar as festas de Natal e Ano Novo na praia, por exemplo, como fazem vários de nós, e depois ter que voltar dia 3 correndo só para fazer a tal prova. E com o detalhe de que as festas nem seriam aproveitadas, pois o indivíduo teria que ficar estudando nos dias anteriores à avaliação.

  • Estreou há cerca de uma semana um filme interessante nos cinemas aqui no Brasil: Atividade Paranormal. É um filme de terror (ou, no mínimo, um suspense têmsço) em que um casal é perseguido por um espírito maligno dentro da própria casa deles, e então eles decidem filmar o que está acontecendo. O filme está sendo bastante falado por aí por dois motivos: primeiro, o baixíssimo custo de produção, que não passa dos 15 mil dólares, e segundo, porque segue um estilo bem semelhante ao aclamado Bruxa de Blair, o qual, pasmem, também ainda não vi - mas com certeza pretendo alugar qualquer dia, se eu estiver com humor suficiente para não ligar para comentários do tipo: "O quê? Mas como tu ainda não viu isso? Em que mundo tu vive?". Quanto ao Atividade Paranormal, acho que deve valer a pena ir ver antes que saia de cartaz.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Que venha 2010

O ano de 2009 foi amargo. Decepções, angústias, indignação e desmotivação misturaram-se no tempestuoso mar de aflições que foi o ano que passou. Ano morno, sem mudanças, sem nada de mais. Ano sem Copa do Mundo, sem Olímpiadas. Ano das cadeiras chatas e pesadas, ano da falta de tempo, ano sem festas, ano sem viagens.

Tá, já chega. É claro que muita coisa interessante aconteceu em 2009. Vamos primeiro aos destaques na mídia.

Em janeiro o mundo já começou melhor, com a saída da presidência de George Bush e a posse de Obama.

De ruim tivemos o escândalo dos atos secretos e a confusão toda no senado aqui no Brasil, a tragédia com aquele vôo da Air France, ou então a vergonha do roubo da prova do Enem, que acabou prejudicando os estudantes. Teve o susto com o Felipe Massa e o péssimo exemplo do Nelsinho na F1. A nível internacional, pode-se destacar o alarmante avanço das vítimas do H1N1, o vírus da gripe suína, que inclusive causou o atraso do re-início das aulas por aqui. Teve também o brutal terremoto na Itália, o esquema lá do golpe em Honduras, que tirou do poder o presidente Manuel Zelaya, o que não sei se foi bom ou ruim.

Para comemorar houve muita coisa também. A visita de grandes bandas aqui no país, tais como Radiohead, Kiss, Oasis (esta eu tive o prazer de ir ao show aqui em Porto) e AC/DC. A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A descoberta da belíssima voz de Susan Boyle e daquele gurizinho que eu não sei o nome, as risadas proporcionadas pelo inglês de Joel Santana ou pela gafe da Vanusa, Michael Jackson morreu, a E3, que estava bem emocionante, alguns lançamentos bem expressivos no mercado de games... Enfim, o mundo foi bem agitado em 2009.

Comigo também aconteceu muita coisa.

As férias de verão foram realtivamente boas. Um pouco de praia, e muita nerdisse como sempre. Tanto que o fim das férias culminou na criação deste humilde blog no qual vosmecê perde seu tempo lendo bobagens. Tive que fazer dois procedimentos cirúrgicos (coisa simples, nada de mais) pouco depois do início das aulas. E as aulas. Ah, as aulas... Nossa, como este 2009 foi ruim quanto a isso... Nem quero lembrar.

Quanto a eventos, meu ano não foi um que se possa chamar de bom em quantidade, mas pelo menos os poucos lugares a que fui estavam bons. Em março foram 2 de anime. Teve o já mencionado show do Oasis, que foi muito bom, contando com a abertura de Cachorro Grande e seus vários sucessos. Conheci os Maquinados, no Opinião, que se mostrou uma banda de excelente gosto e qualidade.

Me matriculei num curso de língua japonesa (do qual não desisti até agora!), com um divertidíssimo professor e bagunceiros colegas. Aprendi a fazer desenhos técnicos no AutoCAD. Nas férias de inverno finalmente consegui minha habilitação de motorista, passando direto no primeiro exame prático. Revi, no meio do ano, vários dos colegas do tempo do colégio.

No final do primeiro semestre, rodei pela primeira vez na vida, na disciplina de Física II-C (eletromagnetismo), e no final do ano agora, acho que já haverá a segunda vez (pelo menos não na física de novo, né...).

Durante o ano consegui terminar alguns animes muito bons, dentre eles Gundam Seed, Claymore, Hajime no Ippo e alguns outros. Joguei vários jogos, como Tomb Raider Underworld, X-Men Origins: Wolverine, SAW: The Game, Silent Hill 2, 3 e 4, e cheguei a terminar alguns também, como Need For Speed Undercover, mesmo reclamando de não dispor de tempo. Até li um livro que não o de física, no inverno, veja só. O que faltou foi ler um mangá... até tentei iniciar uns lá, mas não passei do primeiro volume.

De aniversário, ganhei um computador completamente novo e bem superior ao antigo, com um possante Quad Core, apesar de a máquina ser humilde ainda. Pelo menos já roda tudo que é jogo no "Medium". É o que basta para ser feliz. Eu acho.

Morei sozinho por 3 semanas (morar com o meu irmão e morar sozinho é praticamente a mesma coisa... ¬¬), e na volta dos meus pais ganhei uma bela camiseta do Milan, vinda direto da Itália.

No final do ano, como uma espécie de recompensa pelo ano sofrido (e como presente de Natal adiantado também) ganhei 50% de direitos de posse sobre um PlayStation 3, modelo trambolho, acompanhado do belo Uncharted, o qual ainda não tive oportunidade de jogar por mais do que 10 minutos. Parece que o sonho de jogar na minha própria casa jogos como Metal Gear Solid 4 e o ainda não lançado God of War 3, entre outros, está finalmente próximo da realidade.

Uma pena foi não ter acompanhado muito bem o Brasileirão, que foi bastante emocionante, principalmente no fim, e ainda com a ótima campanha do Grêmio no Olímpico. Sequer pus os pés lá neste ano. E falando em futebol, foi triste. Dá para contar nos dedos das mãos os jogos que joguei em 2009.

Bom, é claro que houve muito mais acontecimentos: alguns não tão agradáveis e outros que não merecem comentários. Estou meio sem paciência para escrever isso, mas creio que a breve retrospectiva do ano seja legal, para relembrar e tal. Apesar da maioria dos destaques serem para os pontos positivos do ano, esse 2009 foi bastante duro, para mim particularmente. Muitos dos meus planos foram por água abaixo, deixei de fazer muita coisa e me distanciei de várias pessoas. Às vezes sinto que o ano passou e só fiquei mais velho e desperdicei outro ano da minha juventude. Espero que 2010 seja um pouco melhor, e que eu consiga aproveitar melhor o tempo, afinal a vida está passando e ainda quero ter boas histórias para contar aos meus filhos.

E para terminar, um vídeo interessante sobre a época em que vivemos, só porque fiquei com vontade de postar um vídeo.



Mais alguma coisa que me faltou à memória? Até mais.

Parabéns...

... para o Flamengo, hexa-campeão brasileiro!

Em homenagem à nação rubro-negra, uma lembrança de uma das vitórias fáceis deste campeonato, contra uma equipe aí.

domingo, 29 de novembro de 2009

Documentário

Hoje em dia, com todas as ferramentas e facilidades de que dispomos, qualquer um pode fazer seus próprios vídeos e mostrá-los para quem quiser. Mas ainda assim, o reconhecimento só vem quando se consegue um trabalho de qualidade, fruto de bastante esforço e dedicação.

Foi o caso do documentário vencedor do ano no IX Festival de Cinema La Salle Santo Antônio, realizado no dia 20 de novembro no clube Geraldo Santana.

O Festicine, nome pelo qual é mais conhecido o evento entre os alunos, é uma oportunidade dada aos alunos do Ensino Médio do colégio Santo Antônio para que mostrem sua criatividade. No 1º ano, a proposta é a realização de um documentário sobre um tema principal previamente decidido, e no 2º ano, os alunos devem fazer um filme de curta metragem.

Mas sem mais encheção de linguiça, apresento-lhes Música: Um Sentimento!

O documentário é bem curto (cerca de 10 minutos de duração), e quanto ao assunto, creio que o título seja auto-explicativo. Foi indicado para 6 categorias de premiação do Festicine. São elas: Melhor Trilha Sonora, Melhor Informação, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro, Documentário Mais Original e Melhor Documentário.

O trabalho conta com as entrevistas de Luciano Lopes, o "Potter", da rádio Atlântida, e da psicóloga Fernanda Cubas.

No fim o documentário acabou faturando os prêmios de Melhor Informação e Melhor Documentário. Mas melhor do que mil palavras são as imagens, confiram aí.

Parte 1:


Parte 2:

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pérolas do cotidiano estudantil

* Professora desenha um toróide no quadro *
- Bom gente, vocês têm aqui o solenóide e para resolver o problema vocês têm que descobrir a indutância e...
- Tu quer dizer "toróide", né, professora?
- Sim, é, um toróide... Mas na verdade não está errado dizer que isto é um solenóide, porque na verdade o toróide é como se fosse um solenóide encurvado até que suas extremidades estejam unidas... então nem todo solenóide é um toróide, mas todo toróide é um solenóide.
- Mas professora, o campo magnético no solenóide é constante, e o campo magnético no interior de um toróide varia com a distância do centro. Então um toróide não pode ser considerado um solenóide...
* Turma inteira pensa: "Owned!" *
- Ah, mas vocês entenderam, estamos falando aqui de aspectos geométricos e...
* Turma inteira pensa: "Desculpinhas de sempre..." *

Professora:
- Bah, isso me lembra uma coisa. Vocês sabem por que o mercúrio é tão pesado?
Turma:
- Não...
Profª:
- Porque na dissociação do mercúrio...
* Professora escreve no quadro: 2 Hg --> H2 + 2 g *
Turma:
- Hãn? Que que é isso? Wtf...
Profª:
- H2 mais duas gravidades. Piadinha de química...
* Silêncio duradouro e constrangedor *

Estatístico:
- Bom, como a verificação de todos os 10 parâmetros é praticamente inviável, em razão do tempo e da verba disponível, a equipe trabalhou muito e no final nós conseguimos desenvolver um método através de transformação de matrizes que nos permite uma explicação de 78% do comportamento amostral, com base na análise de somente 7 dos 10 parâmetros.
Psicóloga:
- Que nada! Não precisa de nada disso. Basta que a gente faça a verificação de 1 desses parâmetros.
- Estou surpreso. Como assim?
- Se analisarmos somente este parâmetro aqui, a gente tem um nível de explicação de 34% do experimento, e isso já basta, porque 34 é maior do que 30...

Correção da lição:
- Ichi ji kara, hachi ji made, benkyoushimasu!
* Professor sorri *
- Não, vai de novo.
- Ichi ji kara, hachi ji made, benkyoushimasu!
* Professor treme os lábios, projetando gotículas de saliva em direções variadas e emitindo um barulho semelhante ao de uma flatulência, quase não conseguindo conter o riso *
- De novo.
- Ichi ji kara, hachi ji made, bankyoushimasu!
* Professor começa uma gargalhada alta, frenética e descontrolada *

No concurso de oratória:
- Hajimemashite. Blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá...
* Passam 3 minutos *
- Blá blá blá, blá blá blá, nomikomimasu.
(Explicar tira a graça, mas: nomikomimasu --> parece com --> nãomecomemais)

- Então pessoal, vocês pegam o ímã assim, e se vocês ficarem introduzindo ele na bobina e afastando, desse modo...
- Hehasiuehehihaeeahkeuuhkeuhahseuehkauiaeeaushekohaeua!

* Professora está resolvendo um problema no quadro enquanto os alunos conversam *
- Que que foi, meu?
- Bah, que merda essa questão. E tô com muito sono.
* 1 hora e 10 minutos depois *
- Uuááá. (onomatopéia para bocejo ao espreguiçar-se)
- Ah, acordou.
- Sim...
* Olha para o quadro *
- Porra! Ainda tá na mesma questão?
- LOL.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Desmistificando tribos urbanas: Otakus

Observação: matéria escrita originalmente como rascunho na noite do dia 6 de novembro, mas concluída em 22 de novembro.


Não posso deixar de pensar em como é deprimente estar em frente ao monitor do meu computador, fazendo nada, numa sexta-feira às onze da noite. Pelo menos é uma oportunidade para continuar a matéria das tribos. Dessa vez, otakus.


Telefone sem fio

Como sempre, vamos antes à etimologia da palavra. O termo "otaku" é de origem japonesa, e ganhou força por volta de 1989. É um termo meio forte, dependendo das circunstâncias nas quais é utilizado, então é necessária certa cautela em seu emprego, mas basicamente, designa alguém que é obcecado em demasia (pode isso?) por determinado assunto, qualquer que seja. No sentido mais "agressivo" do termo, este se refere a pessoas que tenham tendência ao isolamento social, inclusive podendo desenvolver fobia e comportamento altamente arisco, devido à obcessão anormal pelo assunto, coisa ou hobby em questão.

Calma aí cara...

Porém, entre amigos, num ambiente de menor formalidade, o termo pode ser usado como forma de gozação, um exagero para provocar e brincar com alguém que goste muito de certo assunto. Seria como falar que eu sou doente por The Big Bang Theory, que eu mataria para ser o primeiro a ver o 1º episódio da nova temporada, por exemplo, quando na verdade só gosto bastante da série (e talvez mate mesmo... o_O).

Muito bom este curta em live action, qualquer hora procurem no Tube.

E é daí que surge o termo "otaku" como nós conhecemos hoje no ocidente. Aqui, ser otaku significa ser muito fã de animes, mangás, J-music, cosplay, etc. O que provavelmente aconteceu é que alguém usou o termo quando se referia a um viciado especificamente em quadrinhos ou animações japonesas, e um outro alguém começou a relacionar tal expressão ao fato de o cara gostar de anime, independentemente de ser obcecado ou não. A coisa pegou e se disseminou através dos variados meios de comunicação, atingindo as diversas classes das populações dos muitos países desse mundinho de meu deus. Não é interessante como as palavras vão mudando de sentido quando viajam por diferentes regiões e culturas, através do boca-a-boca, e com o passar do tempo?


Alma de olhos puxados

Agora que a questão da nomenclatura foi explicada, prossigamos com a questão: "Mas, afinal, o que raios define este grupo social tão peculiar ao qual denominamos otakus?

Quartos definem seus donos.

Bom, o básico mesmo já foi dito no início do parágrafo ante-anterior. Os otakus são pessoas que curtem um pouco da complicada cultura japonesa: gostam de assistir animes e ler mangás, desenhá-los, ou até mesmo vestir-se como seus personagens favoritos para ir a convenções, onde encontram outras centenas de pessoas que fazem o mesmo. Gostam de filmes, músicas e games japoneses (ou dos divertidíssimos programas malucos de TV que eles inventam a todo momento), gostam de escrever, ler e falar coisas em japonês (alguns inclusive fazem curso de língua japonesa...), apreciam a culinária japonesa, o origami, o kendo, as tecnologias cada vez mais surpreendentes que surgem por lá, enfim, acho que todos já entenderam. Muitos otakus gostariam de terem nascido japoneses.

Genshiken é um anime que fala justamente do mundo otaku.

E mais uma vez, a grande responsável de tudo é, todos sabem, a internet. Onde mais teriámos acesso ilimitado e gratuito a teragazilhões de informações e conteúdos que seguer imaginaríamos existentes e que jamais chegariam aos televisores e telões em solo tupiniquim? Os otakus, não como tribo urbana japonesa (pois lá é muito fácil ser otaku, né), mas como tribo urbana a nível mundial, são filhos da internet, sem dúvida (e embora eu tenha ficado com uma estranha sensação de que esta frase foi muito mal formulada).

Pessoas normais também podem ser otakus! Pô, tem até um cara com a camiseta do Nirvana ali.


Tudo junto e misturado


E para terminar (e esclarecer dúvidas), não há uma relação concreta de dependência entre os otakus e os nerds e geeks. Um otaku pode ou não ser nerd ou geek. Mas não é raro que um nerd seja otaku. Mesmo assim, um nerd pode não ser, ser um pouco ou ser muito otaku. O que quero dizer é que uma certa ligação, de fato, há. Só que não é uma ligação do tipo que se possa generalizar; há casos e casos, e cada caso é um caso (lol).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Prince of Persia: Sands of Time - Filme

Cara, se há listas de games legais, pode ter certeza que a série Prince of Persia não fica fora delas. Isso já é verdade absoluta. O próximo passo agora é extender a validade da afirmação para o caso em que trocamos a palavra "games" por "filmes".

Segue abaixo o trailer deste, que promete ser um filmaço, e nem seria exigido menos dos muitos fãs da série. Eu sou um deles.



Para ver o vídeo em HD, clique aqui.

E que eu não mais seja tachado de "atrasado" nas notícias, este filme só chega aos cinemas em maio do ano que vem!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Não gosta de Cosplay?

Eu também não vejo muita graça, até porque geralmente eles ficam muito podres e pouco parecidos com o personagem original. Mas às vezes, alguns ficam especialmente bonitos...
Para perfeita visualização e apreciação das imagens, clique nelas.




























E, lógico, não poderia deixar de colocar essa aí de baixo!




Ah, e perceberam que fiz duas postagens num só dia? Isso não acontecia desde, sei lá, as férias de verão desse ano...

Tá certo que para esse último post não foi necessário muito esforço (além do trabalho "mecânico" de incluir as fotos, executando alguns crtrl+c's e ctrl+v's ). Mas por hoje chega. Até outro dia, folks.

Lenda urbana do mal...

Bom, o Halloween foi anteotem, então estou meio atrasado (como de costume), mas acho que o espírito sinistro do 31 de outubro ainda não se foi completamente. Então hoje vou comentar sobre, adivinhem, uma coisa assustadora!

A coisa sobre a qual vou falar é, na verdade, uma lenda urbana relativamente velha, que ficou muito famosa há um tempo atrás, devido à popularidade do Youtube. Para muitos inclusive isso já deve ser muito old. Mas a história é boa, então os que já sabiam me desculpem. Ainda não suspeita do que estou falando? Pois bem, falo de Mereana Mordegard Glesgorv, o vídeo que te faz arrancar os olhos.

Reza a lenda que se tu digitar na busca do Youtube estas três palavras estranhas - as quais não faço a mínima ideia de qual língua estejam ou o que significam, e não consegui achar nenhuma tradução -, na maioria das vezes não haverá nada, mas às vezes é possível achar o tal vídeo.

Trata-se de um vídeo de uns vinte segundos, no qual é filmado o rosto de um homem, que fica imóvel, sem nenhuma expressão facial, olhando fixamente para a câmera. Há minúsculos movimentos que evidenciam que o vídeo não é uma simples fotografia, foi gravado mesmo. Não é possível identificar o que existe ao fundo, apenas pode-se observar que tem uma cor vermelha. Depois de algum tempo começa um som agudo muito esquisito e perturbador. O vídeo continua assim até o final, quando ele sorri nos dois segundos finais e o vídeo acaba.

Só pela descrição do vídeo alguns já podem achar meio estranho, mas a parte assustadora mesmo é a seguinte: este vídeo na verdade é apenas uma parte do vídeo inteiro, que dura uns dois minutos. O vídeo original foi removido pela equipe de moderação do Youtube depois que 153 pessoas arrancaram os próprios olhos e os enviaram para a sede do Youtube, em San Bruno, na Califórnia, Estados Unidos. Não se sabe como estas pessoas teriam conseguido enviar os órgãos depois de eles terem sido removidos.

Agora o pior: após isso, todas cometeram suicídio, de maneiras variadas. Nos braços dos corpos foram encontradas marcas estranhas, que provavelmente as próprias vítimas fizeram, e tais marcas nunca foram decifradas pelos peritos.

O vídeo inicial foi então removido, mas como a história acabou vazando, o Youtube resolveu colocar uma versão de vinte segundos, supostamente "não letal", para que as pessoas acessassem e comprovassem por si mesmas que era uma farsa, abafando assim o caso e evitando possíveis suspeitas.

A versão normal foi vista por um staff do Youtube, mas ele começou a gritar após 45 segundos do início do vídeo. Ele estava numa sala acompanhado de mais duas pessoas que não assistiam, mas desligaram imediatamente o vídeo antes que acontecesse algo. Ele foi sedado para se acalmar e quando recobrou a consciência não conseguia lembrar de nada do que havia visto no tal vídeo.

A pessoa que fez o upload do vídeo nunca foi encontrada; o IP foi classificado como não existente. O homem que aparece no vídeo nunca foi identificado ou encontrado.

No mínimo é intrigante, não? Eu, como sou muito cagão, resolvi não me arriscar; até hoje nunca vi o vídeo, nem mesmo a versão curta de 20 segundos que todo mundo diz que não dá nada, e mesmo sabendo que muito provavelmente é só um vídeo tosco mesmo. Mas vai saber, né?

Não vou postar aqui o vídeo e nem deixar o link direto, pois acho muita sacanagem e tentação para quem não quer ver o troço, além de que não quero essa coisa upada no meu blog. Mas se a curiosidade é muita (lembre-se que ela matou o gato), aqui estão os links de outros sites, aí tem tudo:
Até mais. Ou não...