sexta-feira, 8 de abril de 2011

Resgate de uma era

No momento em que começo a escrever essa frase, meu relógio marca 00:27 da noite, estou sem sono, não há muito o que fazer já que estão todos dormindo. Estou esperando a conclusão do download de um filme (está lentíssimo, por sinal), não posso gravar vídeos dos meus games (pois acordaria todos ao fazer os comentários) e até estou tendo que digitar vagarosamente e com cuidado para não fazer barulho.

Na falta de passatempos e de um assunto melhor prara escrever, hoje vou falar um pouco sobre algumas lembranças dos tempos de ouro da minha infância.

E o pior é que a expressão "tempos de ouro" pode muito bem ser levada ao pé da letra, já que uma das minhas primeiras recordações diz respeito aos incansáveis Cavaleiros do Zodíaco, com suas armaduras reluzentes. Que garoto não teria sido fascinado pelos combates violentos e sanguinolentos, pela fé e persistência dos cavaleiros de bronze protetores da Deusa Atena, e pelas mais belas e legais armaduras que já se viu num desenho animado? Eu assistia aos episódios na TV, colecionava os bonecos, alugava os filmes em VHS, desenhava armaduras de papel, cortava-as e vestia-as, colando na roupa com fita adesiva, comprava qualquer bugiganga que levasse o nome deles. Eu tinha até um jogo de dominó e uma lancheira dos CdZ.

Pai, pode me comprar uma dessas?

Mas eu não poderia citar os CdZ se não me comprometesse a também falar do mais veloz ouriço azul colecionador de anéis e de Esmeraldas do Caos que se tem notícia. Se tu não sabes do que estou falando, nem continue lendo, vá embora e não retorne; não conhecer Sonic faz de você indigno de acompanhar este blog.

Sonic de fato foi um dos principais heróis da minha infância, e é triste que não me lembre ao certo o porquê, como tudo começou, quem ou o quê me apresentou a ele. Hoje em dia eu sei que Sonic conseguiu sua fama e popularidade ao rivalizar com o já estabelecido Mario, numa disputa entre Sega e Nintendo pela maior parcela do mercado de games na década de 90. Mas o fato é que eu conhecia o Sonic muito antes de sonhar em ganhar meu primeiro videogame. E também não me lembro de assistir algum desenho animado do Sonic ou algo assim (a não ser depois de mais velho, quando o desenho passava nas manhãs da Rede Globo, creio eu).

Ah, a saudável competição empresarial...

Pesquisando no Wikipédia, descobri que o desenho Adventures of Sonic the Hedgehog teve sua transmissão original no Brasil (pela Globo mesmo) em 1993. Será que eu vi nesta época? E, se é que vi, por que raios eu teria um bloqueio tão grave de memória, tendo em vista que Sonic definiu a minha infância de forma tão importante quanto os CdZ, de cujo anime me lembro tão perfeitamente? Bom, talvez porque eu tinha só 3 anos de idade... Contudo, me lembro bem de um conjunto de roupas do Sonic que minha mãe comprou e de um almanaque com várias histórias em quadrinhos do ouriço, que eu usava com base para desenvolver minhas habilidades artísticas com lápis e papel.

Sonic lembra Sega, e Sega lembra outra parte muito feliz da infância, que foi quando eu e meu irmão ganhamos, de presente, nosso primeiro e lendário videogame, o Sega Saturn. Mas antes de falar do dito cujo, deixe-me explicar o contexto histórico da época.

Um console de videogames, no Brasil, se ainda hoje é artigo de luxo, imagine nos anos de mil, novecentos e lá vai pedrada. Era o sonho de toda criança, a máxima realização pessoal que se podia atingir. Do seleto grupo dos afortunados agraciados com um aparelho de jogos eletrônicos, a grande maioria - pelo menos de acordo com minhas observações à época - tinha um Super Nintendo, e o restante tinha o Sega Genesis, ou mais conhecido como Mega Drive. Claro, às vezes se encontrava alguém com um Atari 2600 herdado dos pais ou algo assim, mas aí já era mais raro.

Os queridíssimos da garotada dos anos 90.

Me lembro de ter ido uma vez ao shopping com minha avó para escolher um presente de aniversário; ela sugeriu um videogame, então fomos a uma loja e testei o jogo Toy Story num Mega Drive, e quem sabe um jogo do Sonic, não lembro qual. Gostei bastante, mas no fim não ganhei o presente (acho que era muito caro na época).

Foram anos jogando pouquíssimo alguns jogos na casa dos primos (eu era muito tímido e preferia mais assistir aos outros jogando do que eu mesmo pegar o joystick), até que um dia meu pai chegou em casa com uma volumosa surpresa em forma de caixa retangular. Abri junto com meu irmão, que na época estava na transição bebê-criança (e não deve se lembrar de nada disso), e para nossa surpresa éramos, finalmente, donos de um poderoso videogame: o já mencionado Sega Saturn. A emoção foi grande, apesar de - e eu odeio lembrar que senti isso na época - fiquei meio decepcionado por não ter sido um SNES. Eu sei, eu sei, que burro eu era, tinha em mãos um videogame com capacidade para jogos em 3D; o mais próximo do "verdadeiro 3D" que o SNES poderia chegar era um limitado Star Fox. Mas fiquei muito feliz de qualquer jeito.

Caixa, joystick e aparelho.

O Sega Saturn, sem dúvidas, contribuiu muito para moldar minha personalidade. Eu nunca poderia esquecer as incontáveis tentativas de chegar cada vez mais longe nas fases de Die Hard Arcade, até meu irmão se dar conta de que o mini-game inicial servia para ganhar créditos suficientes para conseguir zerar o jogo. Acho difícil que muito mais pessoas, pelo menos aqui no Brasil, tenham passado pela mesma experiência de ter a infância tão marcada por este singelo Beat'em Up, uma vez que era tão raro encontrar um possuidor de Sega Saturn aqui. Pra falar a verdade, nunca encontrei outra criança que tivesse esse videogame, e raros eram os amigos do colégio que já haviam ouvido falar do console. Com sorte, talvez o leitor já tenha se deparado com a versão para máquina de fliperama de DHA em algum canto de país, mas era igualmente (ou mais) raro encontrar tal máquina em algum "fliper" por aí. Eu mesmo só vi uma ou duas vezes.

A clássica primeira "fase" de Die Hard Arcade.

E a emoção de virar (aqui no RS, quando alguém terminava um game, se falava que o maluco tinha "virado" o jogo, em vez de se usar o termo "zerar", como no resto do país) pela primeira vez o magnífico Sonic the Hedgehog 2 - que era um dos games presentes na coletânia Sonic Jam, para o Saturn -, e se apavorar ao ter que fugir imediatamente e o mais rápido possível da nave do Robotnik, com o fogo das explosões quase alcançando as costas do Sonic enquanto ele corria por sua vida, nossa! Eu segurava o botão direcional para a direita do joystick com toda a força que a apreensão me instruía a utilizar, e não largaria por nada no mundo até que Sonic estivesse, enfim, a salvo. Obviamente, hoje eu sei que não era necessário segurar o direcional para que Sonic corresse naquela parte, mas a ilusão de que era necessário me trouxe uma satisfação especial quando "escapei" e assisti às cenas finais do jogo.

Tela título de um dos melhores games já criados.

Bom pessoal, o texto já está bastante extenso, então talvez eu continue com as lembranças em breve. Obrigado aos que leram, e espero que tenham se identificado com, no mínimo, algumas das coisas que falei aqui. Té mais. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Novidade em Vamos Jogar Dead Rising 2 - Parte 23

Então pessoas, eu sei que disse que não ía mais postar novos vídeos de Dead Rising 2, mas é que bateu aquela vontade de atualizar o blog e compartilhar conteúdo, e como eu não tinha muito assunto novo... Uma coisa leva a outra.

Na verdade eu também quis postar o vídeo porque estou inaugurando no projeto uma nova forma de conversão dos vídeos: a partir de agora todos estarão disponíveis em 720p (HD) e em alta qualidade (consegui diminuir expressivamente a queda de definição quando há muita movimentação na tela), basta fazer essa alteração na barra de opções abaixo do vídeo (para isso é preciso estar na página do YT).

Para quem só assiste pelo Youtube e não acompanha meu blog, isso era pra ser uma surpresa, que acabei revelando mais no final do vídeo. Dêem uma olhada!


É isso, té mais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O dia em que não pensei demais

Nessa postagem venho compartilhar convosco duas situações corriqueiras do dia-a-dia que ocorreram comigo no dia de hoje, que normalmente teriam causado constrangimento, vergonha e provavelmete seriam causadoras de longos momentos de reflexão sobre minha própria ridicularidade, mas que surpreendentemente, dessa vez, não me afetaram tanto.

A primeira foi por volta das duas da tarde, quando telefonei para o Instituto de Letras da minha faculdade para obter mais informações sobre o anúncio de uma bolsa, no valor de R$400,00 mensais, para ser o responsável pelo laboratório de informática do tal instituto.

Entre perguntas e respostas, me ocorreu a brilhante ideia de questionar sobre a possibilidade de cancelamento da bolsa, caso o compromisso acabasse prejudicando meus estudos. Foi só quando a professora responsável respondeu que, neste caso, preferiria que eu nem começasse - pois seria um grande inconveniente ter de fechar o laboratório no meio do semestre por causa da falta de comprometimento de um bolsista - que eu percebi a magnitude do meu próprio descaramento por "lançar" uma pergunta daquele naipe mesmo após ter lido as palavras "responsabilidade" e "assiduidade" na descrição dos requisitos que foi apresentada no anúncio.

A resposta dela, no primeiro instante, me deixou desconcertado de forma que só fui capaz de fazer mais uma ou duas perguntas, que eu tinha anotado previamente num papel ao lado do telefone para não esquecer, e logo em seguida agradeci brevemente e desliguei.

Eu sou do tipo de pessoa que fica realmente constrangida com esse tipo de mal-entendido (ela provavelmente deve ter me achado um "vida-boa" desleixado). Tem vezes que fico inventando, no banho, no ônibus, mil e uma coisas que eu poderia ter dito para desfazer a má impressão causada por uma frase impensada ou mal formulada. Fico pensando nas possíveis respostas da outra pessoa, e então nas minhas respostas às respostas dela, de modo que formo verdadeiros diálogos fictícios que poderiam ter se concretizado no mundo real se eu não fosse tão burro, imbecil, tonto, idiota, bobalhão e tantos outros adjetivos que só minha mente psicótica seria capaz de pensar.

No entanto, admirei-me por tal comportamento, dessa vez, não ter durado mais do que cinco minutos; após isso "liguei o foda-se", repeti para mim mesmo que aquela professora não me conhecia e nem ao menos vira meu rosto, e de fato consegui não me importar durante o resto da tarde.

A segunda situação foi quando, na saída da aula, ao seguir o corredor e descer as escadas, com dezenas de alunos conversando e fazendo barulho, atendi no meu celular uma chamada de uma moça que queria falar com o Giovanni. Reconheci a voz de uma ex-colega dos tempos do Ensino Médio e não tardei a verbalizar o mais informal dos "E aí?!'s" de que se tem notícia. O problema é que reconheci errado; me dei conta disso assim que a mulher fez uma pausa típica de quem não entendeu nada e depois, ainda meio sem graça, começou a falar que era da Cultura Inglesa, ao que eu respondi com um centésimo da graça dela: "Ah, sim...", e não consegui entender o resto devido à poluição sonora do lugar onde eu estava. Expliquei que não estava conseguindo ouvir e pedi que me ligasse em cinco minutos, tempo que eu levaria para chegar em local mais silencioso.

Cheguei em dois minutos, me sentei num banco e comecei a pensar em uma desculpa por ter cumprimentado a moça de maneira tão inapropriada. Eu diria, afinal, a verdade: confundi a voz e pensei que se tratava de uma velha amiga, que estaria com um novo número de telefone (isso explicaria o fato de eu ter falado daquela forma mesmo depois de ter visto que o número não estava na lista de contatos e me era completamente desconhecido).

Mas admirei-me pela segunda vez no dia ao repentinamente ser tomado por uma indiferença bestial, que me encorajou a ignorar quaisquer prestações de contas, pois afinal a pessoa que estaria do outro lado da linha nem fazia ideia de quem eu era. Fui tão bestial que nem esperei os três minutos restantes pela segunda chamada; eu mesmo liguei imediatamente para o número e fui o mais direto possível:
- Cultura Inglesa, pois não?
- Hãn... Me ligaram agora há pouco.
- Ah é, nós ligamos para avisar que o senhor pode marcar para vir fazer a segunda parte do teste de nivelamento. Não sei se o senhor ainda tem interesse de se matricular em algum curso...
- Pois é, não tenho mais interesse não.
- Ah, tudo bem então, só telefonamos para perguntar, como o senhor fez o teste objetivo no site, né...
- Não, tudo bem, obrigado.

Novamente perdi alguns instantes pensando que poderia ter explicado aquele "E aí?!" ou o porquê de ter feito o teste online (eu só queria me certificar de que o inglês escrito ainda estava afiado), e de novo me desvencilhei rápido dos devaneios, ri de mim mesmo, da minha cara de pau, da atendente da Cultura Inglesa e me concentrei exclusivamente nas pessoas que apareciam na janela, nas que entravam e nas que desciam do ônibus até que eu mesmo descesse na parada próxima à minha casa.

Não consigo atribuir nenhum motivo à minha mudança comportamental no dia de hoje, mas seja o que for, gostei.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Comunicado

Pessoal, hoje estou trazendo uma notícia um pouco ruim com relação ao futuro próximo do blog. 

Como vocês sabem, em fevereiro eu comecei meu segundo projeto de vídeos no estilo "Vamos Jogar" no Youtube, e parece que agora, por finalmente ter conseguido um PC inteiramente decente e poder gravar vídeos de maior qualidade, a coisa engrenou de vez. Já estou com 15 vídeos disponíveis (vejam o canal aqui), mais do que o dobro do meu primeiro projeto (iniciado há mais de um ano atrás e agora deixado meio de lado), e inclusive já há uma galera que está acompanhando e que, por mais que por enquanto ainda seja bem pequena, merece ser respeitada e levada em consideração.

Ando pensando também em iniciar novos projetos paralelos ao Vamos Jogar Dead Rising 2 para diversificar o canal do YT e agradar ao pessoal que curte outros tipos de games além de DR2. Eu interlacaria, portanto, os uploads de DR2, meu projeto principal no momento, com vídeos de outros games que eu ou a galera venha a escolher.

O problema é que isto toma bastante tempo, sobretudo a parte de "tratamento" e upload dos vídeos. Para gravar um vídeo no formato que estou fazendo são meros 15 minutos. O grande problema é que ele fica dividido em 4 ou 5 arquivos, fica com um tamanho absurdo e preciso convertê-lo e compactá-lo. Depois disso vem o próprio upload, que, graças à conversão, demora algo em torno de uma hora, somente. E aí, por fim, tenho que usar o Editor de Vídeos do YT para juntar todos os arquivos num único vídeo e publicar o resultado final. Agora imaginem isso tudo multiplicado pelo tanto de vídeos que eu tenho enviado ultimamente. É uma grande parcela do meu tempo livre dedicada a isso.

Adicionalmente, relembro-os de que estamos em março, e isso significa, feliz ou infelizmente, a volta às aulas na faculdade. O meu último ano de vida acadêmica foi bastante estressante, e por isso resolvi dar uma desacelerada, ou seja, cursar menos disciplinas para sobrar mais tempo para novos e diferentes afazeres, tal qual uma atividade remumerada em laboratório, secretaria, biblioteca, etc, ou então ingresso em algum projeto acadêmico, para integralização de créditos complementares do curso. Então apesar de estar fazendo poucas cadeiras, acho que não me sobrará tanto tempo assim.

Por essas e mais algumas razões - agora vem a parte ruim da história -, temo que eu tenha que deixar o blog em segundo plano para me concentrar mais no projeto dos vídeos. É verdade que nos últimos tempos tenho sofrido de "bloqueio criativo" para escrever, e não consigo pensar em muitas ideias além de discutir alguns filmes interessantes que vi nas férias. Se eu fizesse isso, o blog ficaria bastante repetitivo. Também optei por não fazer postagens com novos vídeos do projeto pelo mesmo motivo.

Não entendam mal; isto de maneira nenhuma significa que estou abandonando o blog. Apenas estou alertando o leitor de que talvez os posts fiquem mais "escassos" daqui para frente.

Feito pessoal, era isso que eu tinha a comunicar. Ah e não desistam do blog, hehe... Só tenham um pouco mais de paciência. Té mais.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vamos Jogar Dead Rising 2 - Partes 3 e 4

Fala aí, beleza? Mais um update dos meus vídeos de DR2: a parte 3, que já estava disponível mas não postei aqui, e a parte 4, que gravei hoje. A parte 5 também já está gravada, mas recém upei e por isso o Youtube ainda está processando, então achei melhor colocar aqui outra hora, quando já for possível assistir. Vejam aí. E divulguem. Por favor.



Té mais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Review: Os Outros Caras

Ultimamente um dos atores que vem me chamando mais a atenção por trabalhos humorísticos no cinema é Will Ferrell. Quando você olha para a cara dele você já sabe que ele vai te fazer dar algumas risadas durante o filme. Isso, somado às quase sempre "peculiares" personalidades encarnadas por ele, resulta em alguns filmes de qualidade bastante discutível com uma aura de humor que pode não agradar ou não ser entendida por todos, mas quem gosta se mija rindo. Filmes de comédia ridícula, como Semi-Pro e Step Brothers, apesar de receberem avaliações não muito empolgantes da crítica, me fizeram soltar boas gargalhadas na frente da TV.


Entretanto, não posso dizer o mesmo de The Other Guys, que estreou no fim do ano passado nas telonas brasileiras. Não me levem a mal, ele tem momentos engraçados, é um bom filme, mas deixou a desejar para fãs específicos que acompanham, conhecem e esperavam o característico jeito-Ferrell de se fazer humor. Ainda mais para quem assistiu o trailer e disse a si mesmo que não poderia perder esse filme, como eu.

O filme aposta bastante na ação - por isso conta com algumas presenças de peso como Samuel L. Jackson, Dwayne Johnson e Mark Wahlberg -, intercalada por alguns momentos cômicos para quebrar o ritmo - daí a presença de Will.


O próprio trailer já confirma isso, misturando cenas alucinantes com diálogos bem cômicos, nos fazendo ficar com muita vontade de ver o filme. O problema é que os "atores de peso" mencionados parecem ter sido apenas uma estratégia de marketing para atrair o público, *SPOILER* (selecione o texto para ler) uma vez que os personagens de Samuel e Dwayne aparecem somente em algumas cenas no início do filme e logo morrem, lembrando o semelhante fiasco de The Expendables, no qual contávamos com cenas fodásticas de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, mas eles só apareceram em uma cena. *FIM DO SPOILER*


As piadas também pareciam muito mais engraçadas no trailer, mas durante o filme algumas delas soam forçadas e fora de contexto. Um exemplo claro disso ocorre numa hora em que Allen Gamble e Terry Hoitz (Ferrell e Wahlberg, respectivamente) estão sendo perseguidos em pleno trânsito de Nova Iorque quando Allen faz uma excelente manobra com o carro e Terry pergunta: "Onde você aprendeu a dirigir assim?", ao que o primeiro responde: "Grand Theft Auto!". Durante o filme inteiro não houve uma sequer referência à cultura gamer; Allen Gamble em nenhum momento demonstra na personalidade o menor resquício de um mínimo de familiaridade ou conhecimento sobre games. Mas mesmo assim, inesperadamente ele responde que aprendeu a dirigir daquele jeito no GTA... Fica difícil de engolir, além de sem graça.

A trama também não é nada que ainda não se tenha visto: uma dupla de policiais detetives atrapalhados, que não fazem nada direito e são constantemente ridicularizados pelos colegas; um esqueminha genérico de dívidas, desvio de dinheiro, chantagem e vista grossa das autoridades; resumindo: não vai surpreender.


Concluindo, The Other Guys é até um bom filme para passar o tempo, enventualmente dar uns risinhos, mas não fica à altura das expectativas. Conta com um Will Ferrell pouco inspirado e um Mark Wahlberg tentando dar uma de "transtornado-cômico" que não ficou muito bom, no meio de uma história supostamente séria e enrolada que, mesmo sendo clichê, não combinou com o clima satírico e pastelão que é transmitido. Não precisa passar longe do filme, mas também não espere "algo a mais".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vamos Jogar Dead Rising 2 - Parte 2

Atualizando com a segunda parte da minha série de vídeos. Expliquei algumas considerações iniciais, e só no final do vídeo acabou aquele monte de cut-scene, então por enquanto teve pouca ação: dei porrada em uma dúzia de zumbis e salvei a primeira sobrevivente do jogo. Vejam abaixo e não percam a continuação.


Ah, e se lhes for conviente, espalhem pra um ou dois amigos. Té mais.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vamos Jogar Dead Rising 2 - Parte 1

E aí gente! Novo projeto na área: uma série de vídeos sobre o recente sucesso da Capcom, Dead Rising 2. Finalmente consegui uma placa de vídeo decente, que não só roda os games atuais com melhor desempenho, como também me permite gravar esses games, que são muito mais pesados do que clássicos antigos como Slent Hill 3.

Não pensem que estou abandonando completamente o projeto anterior, do Silent Hill, mas é que estou experimentando novos jogos e observando até onde essa nova placa é capaz de chegar. Então, por enquanto, vou pelo menos tentar seguir com mais alguns vídeos do DR2 (é difícil que eu chegue a terminar esse projeto, mas enfim...). Sendo assim, muito provavelmente vocês não verão mais vídeos de SH, a não ser que do nada me dê muita vontade de jogar de novo, sei lá.

Hoje só tem o vídeo da Parte 1, pois ainda estou tentando aperfeiçoar o formato do vídeo e do áudio para que sejam de alta qualidade. Naturalmente, quanto maior a qualidade, mais horas perdidas entre gravação e upload no Youtube, mas estou tentanto me acostumar e otimizar o processo. Confiram aí em baixo:


Tenho mais uns 20 e poucos dias de férias, então aguardem as próximas partes. Té mais.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

On the Road - Pé na Estrada - Resenha

Férias: ótimo período para realizar atividades para as quais nunca temos tempo (ou disposição) durante o ano letivo. Uma dessas atividades é a leitura.

Geralmente gosto de ler, mas convenhamos, quando se está estudando, é preciso ler e reler centenas e mais centenas de páginas de livros na maioria das vezes chatos para as avaliações, e nem isso é o bastante em muitos casos; ainda é preciso pôr os conhecimentos à prova em exercícios e problemas teóricos ainda mais tediosos e desgastantes, tudo para ficarmos bem preparados. E aí, na hora de aproveitar as escassas e merecidas horas de descanso e lazer, alguém acha que o sujeito terá ânimo de puxar da estante aquele clássico literário comprado há vários meses e começar a ler, por melhor e por mais fino que seja o livro? É muito mais provável que continue lá, empoeirado e mofando pelo resto do ano!

Pois bem, é por isso que chegam as férias. E nessas férias o último livro que terminei de ler foi On the Road - Pé na Estrada, o mais famoso e cultuado de Jack Kerouac, com tradução para o português de Eduardo Bueno. Peguei a última edição que saiu pela coleção L&PM Pocket, que é ótima para levar para qualquer lugar e tem um preço bastante acessível.


Não há mistério nenhum: On the Road, como o nome sugere, é uma história sobre uns caras que resolvem se aventurar nas estradas (em sua maioria) estado-unidenses, cruzando as terras americanas de tudo quanto é jeito. De leste a oeste, de oeste a leste, de norte a sul, de sul a norte e por aí vai. História simples, descontraída e libertária.

Pra falar a verdade eu fiquei sabendo de OtR só porque um dia eu estava pesquisando alguns livros influentes na literatura internacional e acabei sendo atraído pelo nome, que estava nas últimas colocações de uma lista das 100 melhores obras literárias de todos os tempos (ou do século XX, não lembro bem...).

A obra de Kerouac pode não ser um dos melhores livros do mundo, mas até que merece estar nessa lista por dois motivos: 
1. O jeito "largado" de escrever, que foi uma inovação que rompeu com todas as barreiras, convenções, formalidades, enfim, com todos os paradigmas do universo literário de sua e de anteriores épocas. 
2. A influência causada nas juventudes de muitas gerações no mundo inteiro e todo o reboliço gerado por esta influência.

A frase que abre a sinopse da minha edição começa com: "Responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX,...". E, após ter concluído o livro, não é difícil compreender e verificar a veracidade desta afirmação; basta olharmos os tantos movimentos de contracultura surgidos a partir da década de 60, logo após a publicação de OtR e outras obras de mesmo caráter, tais como os hippies, por exemplo. Além disso, pode-se observar o quanto os norte-americanos são atraídos pela ideia de cruzar o país de cabo a rabo em viagens em família pela estrada, que aliás reafirma a liberdade como uma das bases do conceito do sonho americano. Eu poderia perder horas citando filmes que refletem essa paixão americana, mas creio que não seja necessário aqui.

Se não tudo, pelo menos uma grande parcela dessa revolução teve seu início com OtR. É por isso que este livro é tão importante. É como se fosse um marco na história da civilização comtemporânea. Talvez seja.

A narrativa de OtR é simples, de fácil compreensão, fluída e muito rápida, exatamente como deveria ser uma viagem de carro para atravessar o país (e, já que este se estende por toda a porção de terra entre os oceanos Atlântico e Pacífico, consequentemente atravessar o continente) em poucos dias. Quem nos conta a história é o próprio protagonista, relembrando os acontecimentos do período mais agitado de sua vida, quando já era velho o bastante para ter se separado da mulher, mas ainda jovem para cruzar o país de carona e com não muito mais do que 50 dólares no bolso.

O autor, como explicado antes, poucas vezes se prende a formalidades literárias; escreve com alegria, com ingenuidade, com espontaneidade e indo direto ao ponto, sem meias palavras. Escreve o que vem à cabeça e o que lhe é estritamente relevante. Gírias ultrapassadas à parte, escreve justo como a mente de um jovem atualmente escreveria.

Nessa obra, o importante é a descontração, é a emoção de simplesmente viver livremente, momento a momento, é a facinação pela fantástica história de um cara que curtia ao máximo cada paisagem e cada peculiaridade de cada uma das milhares de pessoas vistas, conhecidas e conquistadas pelo continente adentro. É o barato de simplesmente ser, e não de complicar (coisa que o homem mais gosta de fazer).

Talvez o livro peque um pouco no que diz respeito à profundidade do desenvolvimento das personagens, que, uma vez que tivessem seus anseios e motivações mais bem definidas, poderiam adicionar conteúdo relevante à obra, apresentando novas visões de mundo e novas filosofias de vida, ou algo assim. Entretanto, isso iria contra o propósito fundamental do livro, que é simplesmente viver intensamente e ver o mundo antes de partir para outra ou nenhuma vida.

Por último, é impossível deixar de comentar o contagiante sentimento de revolta libertária inspirado por OtR. Depois de ler este livro (e também ajudado por minhas próprias reflexões), passei a ter uma visão um pouco mais ampla do mundo que nos cerca e concluí que o único que pode ser responsável por minha vida e minhas ações sou eu mesmo, doa a quem doer e seja isso bom ou não. Também fiquei com uma imensa vontade de fazer uma viagem de carro longa pelo Brasil nas próximas férias. 

Claro que aqui no noso país a coisa é meio diferente por causa das precárias condições da maioria das estradas estaduais e até mesmo de muitos trechos das BR's, que deveriam ser vias com constante manutenção para estarem sempre impecáveis e garantirem a máxima segurança devido aos grandes fluxos de tráfego, e também por causa da alarmante mortalidade no trânsito gerada pela prepotência, arrogância, imprudência e irresponsabilidade dos condutores brasileiros - se é que podemos chamar essa gente de condutores, quando tudo o que eles fazem é ceifar vidas de inocentes e a própria. Mas que deu vontade de pegar a estrada, deu.

Saindo da bronca e voltando ao livro, OtR é bom. Não genial, mas bom. Em alguns momentos podem se tornar um tanto cansativo, mas de qualquer forma vale o tempo gasto na leitura. Recomendo que vá à livraria e leia nas férias antes que acabem. Té mais.

EDIT (28/01/11) - Que coincidência, olha só a galera do Pipoca e Nanquim falando de On the Road só dois dias após o meu post aqui! Confiram nos links:
- Videocast 55 (Road Stories) no site NSN
- Videocast 55 no Videolog do Pipoca e Nanquim

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Games mais aguardados para PS3 em 2011

Acho que este blog vai acabar virando exclusivamente relacionado a videogames (ou talvez eu só esteja enchendo o saco de quem não gosta desse assunto), mas vamos ao post.

Parece que 2011 será mais um grande ano para a indústria de games, em especial para a Sony e seu PS3. Isso se não superar o ano que passou, em termos de lançamentos de peso para o console. Pelo que deu pra notar (obviamente serão lançados muitos games que ainda não foram anunciados até o presente momento), as empresas vão apostar bastante nas sequências de suas franquias mais aclamadas. Para falar a verdade vi pouca coisa que não carregasse um "2" ou "3" no final do título. Entretanto não significa que não teremos coisa boa pela frente. Confiram minha lista abaixo.


Janeiro

DC Universe Online


LittleBigPlanet 2



Two Worlds II



Dead Space 2



Fevereiro
  
Marvel Vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds


Killzone 3



Março

Dragon Age II



F.E.A.R. 3



Crysis 2



Back to the Future: The Game



Arcania: Gothic 4



Abril

Mortal Kombat



Portal 2



Maio

Red Faction: Armageddon



Junho

MotorStorm Apocalypse



Shift 2 Unleashed



L.A. Noire



Shadows of the Damned



Yakuza 4



Setembro

Resistance 3



Rage



Batman: Arkham City



Ratchet & Clank: All 4 One



Novembro

Uncharted 3: Drake's Deception



Elder Scrolls V: Skyrim



Dezembro

The Last Guardian



Mass Effect 3



Infamous 2



Silent Hill 8



Doom 4



Agent



Twisted Metal



Driver: San Francisco



I Am Alive



E, por último, pasmem:
 Duke Nukem Forever



 Logo atualizo esse post com títulos que não tiveram as datas anunciadas ainda, mas que são aguardados para o ano que vem. Té mais.