...não escreverei nada. Os vídeos falam por si sós.
http://www.youtube.com/watch?v=rRauWAXO5Yc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=l5737qtNpFc
http://www.youtube.com/watch?v=DK8D--1dwco
Três vezes! Que burro(a)! Hheuehua!!!
E nem vem dizer que estava com as caixas de som desligadas. Eu sei que não estavam.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
NÃO passe no sinal vermelho
Hoje acordei e, caminhando ainda preguiçosamente pelo corredor, em direção à sala, notei que todo mundo já estava de pé; as camas dos outros quartos estavam desarrumadas e vazias. Cheguei na sala e ninguém ali. Mas ouvi meu irmão falando alguma coisa, e o som parecia vir da área de serviço. Ao adentrar a cozinha, imediatamente olhei para a direita, e confirmei a pressuposição. Estavam ele e a minha mãe ali, de pé, ao lado da máquina lava-roupas. Observavam alguma coisa pela janela.
"Que é isso?" foi a primeira coisa que falei, e simultaneamente percebi que minha mãe fungava e levava as mãos ao rosto, em gestos que denunciavam um choro. Antes que eu pudesse articular qualquer segunda pergunta, meu irmão responde a primeira: "Batida."
Nossa, que acidente horrível. Um ônibus havia não somente colidido, mas reduzido a largura de um carro à metade. Certamente as velocidades eram consideráveis, analisando a deformação plástica do que parecia ter sido um Celta branco. Alguém quis passar um sinal vermelho, para ganhar alguns segundos, e a brilhante decisão promoveu o encontro nada romântico da dianteira do tal ônibus, da linha Jardim Botânico, com a porta lateral do outro automóvel - tragicamente, a do lado do motorista.
O choque aconteceu num cruzamento, mas os veículos ainda se arrastaram por quase meia quadra, parando quase na frente aqui do prédio. Podia-se imaginar toda a trajetória apenas olhando para as abundantes marcas de pneu, destacadas no asfalto.
Procurei meu pai pelo resto do apartamento, em vão. Perguntei, assustado, onde ele estava, e a mãe disse que ele havia descido lá, para ver a situação.
Fui à sacada, onde ainda se tinha visão do acidente, e debrucei-me no pára-peito. Quando consegui tirar os olhos do carro e do ônibus colado a ele, vi que já estavam ali a polícia, os bombeiros, uma ambulância e mais uma multidão. Haviam colocado aquelas fitas, para isolar a área.
Logo depois o pai voltou, e disse que estavam tentando tirar a pessoa do carro, pois ainda poderia estar viva. Mas era difícil acreditar nessa possibilidade, ao ver o estrago; a parte do motorista havia sido completamente esmagada.
Eu não ouvi a batida, mas meu pai e meu irmão ouviram. Disseram que foi assustadora, e meu pai teve quase certeza de que alguém morreu só por ouvir o barulho.
Mais alguns momentos depois, a ambulância se retirou do local. Sem levar ninguém. Já era tarde e a pessoa não resistiu. Afastaram o ônibus. Retiraram o corpo. Minha mãe acha que era uma mulher, a julgar pelos cabelos. Depois disso eu não quis mais continuar assistindo.
Acho que não tinha ninguém além da mulher no carro. Também creio que o motorista do ônibus não tenha se ferido, ou, se sim, ao menos não muito. Como as atenções dos policiais e bombeiros estavam voltadas todas para o carro, e o ônibus aparentava vazio, presumo que os passageiros tenham sido retirados e não tenham se machucado.
Pensei em tirar uma fotografia, mas, perdoem-me, o meu espírito jornalista sucumbiu frente à mistura de indignação, perplexidade e horror, que tomou conta de mim naqueles instantes. E eu também não dispunha de uma câmera de boa qualidade no momento. Mas acreditem, era uma cena feia.
Digo-lhes o seguinte: Cuidado. Por favor, cuidado. Desprezando-se a análise da culpa do ocorrido, o fato é que alguém passou no sinal vermelho. E alguém (ou ambos) andavam em velocidade superior ao que deveriam andar. Não façam isso. Por uma economia de alguns segundos ou minutos, tu podes perder uma vida inteira. Não é uma troca inteligente.
EDIT: corrigindo, era um Ka. Apesar de eu estar observando do nono andar, o meu engano já dá uma idéia da deformação sofrida pelo automóvel, suficiente para confundi-lo com um Celta. Fiquei sabendo que era um Ka pela notícia que saiu no Correio do Povo da última segunda (15/06), sobre o ocorrido. Data do EDIT: 17/06/09
"Que é isso?" foi a primeira coisa que falei, e simultaneamente percebi que minha mãe fungava e levava as mãos ao rosto, em gestos que denunciavam um choro. Antes que eu pudesse articular qualquer segunda pergunta, meu irmão responde a primeira: "Batida."
Nossa, que acidente horrível. Um ônibus havia não somente colidido, mas reduzido a largura de um carro à metade. Certamente as velocidades eram consideráveis, analisando a deformação plástica do que parecia ter sido um Celta branco. Alguém quis passar um sinal vermelho, para ganhar alguns segundos, e a brilhante decisão promoveu o encontro nada romântico da dianteira do tal ônibus, da linha Jardim Botânico, com a porta lateral do outro automóvel - tragicamente, a do lado do motorista.
O choque aconteceu num cruzamento, mas os veículos ainda se arrastaram por quase meia quadra, parando quase na frente aqui do prédio. Podia-se imaginar toda a trajetória apenas olhando para as abundantes marcas de pneu, destacadas no asfalto.
Procurei meu pai pelo resto do apartamento, em vão. Perguntei, assustado, onde ele estava, e a mãe disse que ele havia descido lá, para ver a situação.
Fui à sacada, onde ainda se tinha visão do acidente, e debrucei-me no pára-peito. Quando consegui tirar os olhos do carro e do ônibus colado a ele, vi que já estavam ali a polícia, os bombeiros, uma ambulância e mais uma multidão. Haviam colocado aquelas fitas, para isolar a área.
Logo depois o pai voltou, e disse que estavam tentando tirar a pessoa do carro, pois ainda poderia estar viva. Mas era difícil acreditar nessa possibilidade, ao ver o estrago; a parte do motorista havia sido completamente esmagada.
Eu não ouvi a batida, mas meu pai e meu irmão ouviram. Disseram que foi assustadora, e meu pai teve quase certeza de que alguém morreu só por ouvir o barulho.
Mais alguns momentos depois, a ambulância se retirou do local. Sem levar ninguém. Já era tarde e a pessoa não resistiu. Afastaram o ônibus. Retiraram o corpo. Minha mãe acha que era uma mulher, a julgar pelos cabelos. Depois disso eu não quis mais continuar assistindo.
Acho que não tinha ninguém além da mulher no carro. Também creio que o motorista do ônibus não tenha se ferido, ou, se sim, ao menos não muito. Como as atenções dos policiais e bombeiros estavam voltadas todas para o carro, e o ônibus aparentava vazio, presumo que os passageiros tenham sido retirados e não tenham se machucado.
Pensei em tirar uma fotografia, mas, perdoem-me, o meu espírito jornalista sucumbiu frente à mistura de indignação, perplexidade e horror, que tomou conta de mim naqueles instantes. E eu também não dispunha de uma câmera de boa qualidade no momento. Mas acreditem, era uma cena feia.
Digo-lhes o seguinte: Cuidado. Por favor, cuidado. Desprezando-se a análise da culpa do ocorrido, o fato é que alguém passou no sinal vermelho. E alguém (ou ambos) andavam em velocidade superior ao que deveriam andar. Não façam isso. Por uma economia de alguns segundos ou minutos, tu podes perder uma vida inteira. Não é uma troca inteligente.
EDIT: corrigindo, era um Ka. Apesar de eu estar observando do nono andar, o meu engano já dá uma idéia da deformação sofrida pelo automóvel, suficiente para confundi-lo com um Celta. Fiquei sabendo que era um Ka pela notícia que saiu no Correio do Povo da última segunda (15/06), sobre o ocorrido. Data do EDIT: 17/06/09
sábado, 13 de junho de 2009
Desmistificando tribos urbanas: Nerds
Longo tempo sem tocar esta "mini-coluna" do blog adiante, mas agora vai. Vamos lá.
Origens: O Nerd clássico
Acredito que o termo "nerd" tenha começado a ser usado em larga escala por volta da década de 60 ou 70. Era o modo como se chamava aquela pessoa de inteligência acima da média, que demosntrava grande fascínio por obtenção de conhecimento e por outras atividades "não tão populares" (leia-se "esquisitas"), em detrimento das habilidades sociais e cuidados com a aparência, etc. Era aquele "gêniozinho" da classe, que gostava de Física, usava óculos, sabia tudo, mas era atrapalhado, e dificilmente conversava com alguém. "Nerd" era uma forma pejorativa de se referir a esse tipo de pessoa, era uma ofensa. Ninguém gostava dos nerds, e parecia que o inteligente era, na verdade, o otário, o perdedor, e o cara malandro, que não sabia porra nenhuma e se dava bem nos esportes, era o cara legal.
Revolution
O que não sabiam é que a ciência e a tecnologia interfeririam decisivamente no mundo contemporâneo e acabariam por erigir de modo triunfal seus fiéis servos, até então caídos e repudiados.
Com o passar do tempo, a situação mudou. Com os video-games e microcomputadores invadindo cada vez mais os lares familiares e com a popularização dos chamados gadgets (tais como celulares ou os iPods, por exemplo), além do crescimento-relâmpago do fenômeno Internet, o interesse por eletrônicos, informática e tecnologia aumentou imensamente.
Pessoas que gostam de coisas outrora "inúteis", como programação e Matemática, passaram a ser necessárias. Tanto que outras pessoas começaram a gostar dos nerds e a querer imitá-los.
O Nerd moderno
Acredito também que, devido a essa crescente popularização dos nerds, o conceito inicial, a sua definição básica, tenha sido perdido um pouco no tempo. Digo isso porque hoje em dia, esse conceito se tornou muito amplo, abrangente. O nerd não é mais só aquele cara de intelecto avantajado, porém bobo, feio e de auto-estima retraída. O nerd, além de gostar muito de ler, pesquisar e se informar, gosta de jogar video-game, gosta de RPG, gosta de séries de televisão (predominantemente as de ficção científica), gosta de Exatas, de informática, eletrônica e robótica, de Star Wars, de Star Trek, de mangás, animes... e pode gostar de quase qualquer outra coisa! Atualmente basta nascermos para sermos nerds! Convenhamos, existe alguma pessoa ainda viva que não curta nada do que eu mencionei acima? Acho difícil.
Justamente por isso, acho que a essência do "verdadeiro" nerd se perdeu. O nerd pasou a ser um cara que gosta de tudo. Não é nem mais preciso ser muito inteligente para ser chamado de nerd. E detalhe: o nerd de hoje também pode ter vida social!
Eu, pessoalmente, não gosto tanto dessa nova definição, apesar de não negar que seja benéfica para os nerds. E também não é como se eu concordasse com concepções estereotipadas e pejorativas. Mas me parece que a alma do nerd fica descaracterizada, sem personalidade. Aliás, parece que a "alma nerd" deixa de existir.
Entretanto, querendo ou não, as coisas agora são assim (hehe). E a palavra-chave aqui, creio, é informação. O nerd é um cara informado. E isso é vital hoje em dia. As pessoas precisam ser informadas. Tu contrataria ou namoraria um cara/mina que se demonstrasse alheio à realidade, que não soubesse nada e nem tivesse interesse em reverter isso?
O mundo é nerd. Ponto.
Origens: O Nerd clássico
Acredito que o termo "nerd" tenha começado a ser usado em larga escala por volta da década de 60 ou 70. Era o modo como se chamava aquela pessoa de inteligência acima da média, que demosntrava grande fascínio por obtenção de conhecimento e por outras atividades "não tão populares" (leia-se "esquisitas"), em detrimento das habilidades sociais e cuidados com a aparência, etc. Era aquele "gêniozinho" da classe, que gostava de Física, usava óculos, sabia tudo, mas era atrapalhado, e dificilmente conversava com alguém. "Nerd" era uma forma pejorativa de se referir a esse tipo de pessoa, era uma ofensa. Ninguém gostava dos nerds, e parecia que o inteligente era, na verdade, o otário, o perdedor, e o cara malandro, que não sabia porra nenhuma e se dava bem nos esportes, era o cara legal.
Revolution
O que não sabiam é que a ciência e a tecnologia interfeririam decisivamente no mundo contemporâneo e acabariam por erigir de modo triunfal seus fiéis servos, até então caídos e repudiados.
Com o passar do tempo, a situação mudou. Com os video-games e microcomputadores invadindo cada vez mais os lares familiares e com a popularização dos chamados gadgets (tais como celulares ou os iPods, por exemplo), além do crescimento-relâmpago do fenômeno Internet, o interesse por eletrônicos, informática e tecnologia aumentou imensamente.
Pessoas que gostam de coisas outrora "inúteis", como programação e Matemática, passaram a ser necessárias. Tanto que outras pessoas começaram a gostar dos nerds e a querer imitá-los.
O Nerd moderno
Acredito também que, devido a essa crescente popularização dos nerds, o conceito inicial, a sua definição básica, tenha sido perdido um pouco no tempo. Digo isso porque hoje em dia, esse conceito se tornou muito amplo, abrangente. O nerd não é mais só aquele cara de intelecto avantajado, porém bobo, feio e de auto-estima retraída. O nerd, além de gostar muito de ler, pesquisar e se informar, gosta de jogar video-game, gosta de RPG, gosta de séries de televisão (predominantemente as de ficção científica), gosta de Exatas, de informática, eletrônica e robótica, de Star Wars, de Star Trek, de mangás, animes... e pode gostar de quase qualquer outra coisa! Atualmente basta nascermos para sermos nerds! Convenhamos, existe alguma pessoa ainda viva que não curta nada do que eu mencionei acima? Acho difícil.
Justamente por isso, acho que a essência do "verdadeiro" nerd se perdeu. O nerd pasou a ser um cara que gosta de tudo. Não é nem mais preciso ser muito inteligente para ser chamado de nerd. E detalhe: o nerd de hoje também pode ter vida social!
Eu, pessoalmente, não gosto tanto dessa nova definição, apesar de não negar que seja benéfica para os nerds. E também não é como se eu concordasse com concepções estereotipadas e pejorativas. Mas me parece que a alma do nerd fica descaracterizada, sem personalidade. Aliás, parece que a "alma nerd" deixa de existir.
Entretanto, querendo ou não, as coisas agora são assim (hehe). E a palavra-chave aqui, creio, é informação. O nerd é um cara informado. E isso é vital hoje em dia. As pessoas precisam ser informadas. Tu contrataria ou namoraria um cara/mina que se demonstrasse alheio à realidade, que não soubesse nada e nem tivesse interesse em reverter isso?
O mundo é nerd. Ponto.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Quando o teu melhor não é suficiente
Sentir-se fraco e incapaz. Essa é uma das piores sensações que há.
Tu sabes que estás no auge do teu vigor cerebral e físico, no melhor de tua disposição, num momento esplêndido da vida. O limite, se existe, é o céu. Não há como melhorar muito mais.
Mas estar na tua melhor forma, às vezes, não é o bastante. E o que é pior: além da boa forma, houve esforço, dedicação. Tu te empenhaste e acreditaste. Mas o resultado não veio. A luta foi praticamente em vão. Tu perdeu, porque tu és fraco. E mesmo que não sejas assim tão fraco, aquilo era mais forte que tu, de qualquer maneira. Tanto faz; a sensação de impotência é a mesma.
Lamentação. Ah, como tu desejas que fosse um pouco melhor. A cabeça transborda de indagações condicionais e autocríticas.
Nada nunca é bom; sempre somos ruins e pessimistas. Temos sempre que melhorar e melhorar e melhorar. Mas isso é mesmo necessário? Por quê? Não podemos apenas sermos nós?
Pensando bem, isso está certo. A culpa não é tua. É desse professor idiota, é dessa faculdade idiota, é dessa namorada idiota, que só cobra, exige, e que nota os defeitos como ninguém. A culpa é do capitalismo. É desse mundo desigual e intolerante, sujo, mesquinho. São todos mais hipócritas até mesmo do que eu, que encho essa bosta de adjetivos variados, para causar a impressão de ter o domínio da língua portuguesa, para enfeitar e acharem bonito, quando na verdade sou só mais um pseudo-escritor tentando aparecer.
Não podemos ser fracos. Não podemos não ser tão bons quanto pensavam que nós éramos. Não podemos ser medíocres, mesmo tendo tentado ferrenhamente não o ser. Ninguém está nem aí se tu mereceu, por esforço.
Tu sabes que estás no auge do teu vigor cerebral e físico, no melhor de tua disposição, num momento esplêndido da vida. O limite, se existe, é o céu. Não há como melhorar muito mais.
Mas estar na tua melhor forma, às vezes, não é o bastante. E o que é pior: além da boa forma, houve esforço, dedicação. Tu te empenhaste e acreditaste. Mas o resultado não veio. A luta foi praticamente em vão. Tu perdeu, porque tu és fraco. E mesmo que não sejas assim tão fraco, aquilo era mais forte que tu, de qualquer maneira. Tanto faz; a sensação de impotência é a mesma.
Lamentação. Ah, como tu desejas que fosse um pouco melhor. A cabeça transborda de indagações condicionais e autocríticas.
Nada nunca é bom; sempre somos ruins e pessimistas. Temos sempre que melhorar e melhorar e melhorar. Mas isso é mesmo necessário? Por quê? Não podemos apenas sermos nós?
Pensando bem, isso está certo. A culpa não é tua. É desse professor idiota, é dessa faculdade idiota, é dessa namorada idiota, que só cobra, exige, e que nota os defeitos como ninguém. A culpa é do capitalismo. É desse mundo desigual e intolerante, sujo, mesquinho. São todos mais hipócritas até mesmo do que eu, que encho essa bosta de adjetivos variados, para causar a impressão de ter o domínio da língua portuguesa, para enfeitar e acharem bonito, quando na verdade sou só mais um pseudo-escritor tentando aparecer.
Não podemos ser fracos. Não podemos não ser tão bons quanto pensavam que nós éramos. Não podemos ser medíocres, mesmo tendo tentado ferrenhamente não o ser. Ninguém está nem aí se tu mereceu, por esforço.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Coisas irritantes em marcar um jogo de futebol
Recentemente as tentativas de marcar um futebol com o pessoal não têm dado muito certo. Eu mesmo, incluvise, tive semanas com avaliações na faculdade, então só isso já é um fator "complicante". Estou há um loooooongo tempo sem jogar. Resolvi escrever esse texto. =D
Horários indisponíveis
É incrível. Independentemente do lugar que tu ligue para reservar um horário à noite, durante a semana, te dirão a mesma coisa: não pode, pois esses horários já são reservados para grupos que pagam mensalmente para jogarem toda semana. Qualquer horário das 19h às 22h, em qualquer dia entre segunda e sexta, no lugar mais mal localizado e simplório, estará quase sempre indisponível.
Preços abusivos
Hoje em dia, numa quadra de salão pequena, sem redes nas goleiras, com iluminação deficiente e goteiras, e sem estacionamento nas redondezas, te cobrarão, no mínimo, R$60 a hora. Numa quadra de futebol-sete não coberta, com o tapete de grama sintética todo fudido e cheio de buracos, e sem (ou pouca) proteção lateral (para que a bola não vá no Campus do Vale da UFRGS quando um pé-torto a isolar) te cobrarão R$75.
Em lugares mais sofisticados, os valores podem chegar a exorbitantes R$110 (salão) e R$160 (sete)
Incompatibilidade de períodos livres
Um tem provas quase todas as semanas e tem que estudar; um tem aula; um tem o trabalho; um tem aulas nas quais realiza intensas atividades físicas bem no dia que foi marcado o jogo; outro tem que acordar muito cedo no dia seguite; outro vai sair com a namorada; outro foi viajar; um não pode durante a semana; outro só pode durante a semana...
Inviabilidade em razão da distância/falta de carona
Quando, finalmente, surge uma data na qual algumas pesoas podem se reunir para jogar, vem um novo empecilho: se o lugar, para alguns, é perto, para outros é muito longe. Tem alguém que vai de ônibus e desiste ou reclama ao saber que terá que pegar 2 ônibus para chegar até o local. Aí convence o "organizador" a desmarcar e reservar em outro lugar. Daí o último tem que ligar para todo mundo, avisando da troca e reexplicando onde é e tal. Aí quando chega no penúltimo telefonema, o cara solta uma das clássicas: "Putz, mas esse lugar é bem mais caro, não vou pagar tudo isso para jogar lá." ou "Bah meu, não dá, muito longe esse para mim. Acho que não vou poder. Por que tu trocou? O outro estava bom..."
"Não marca, não jogo." e "Não joga, não marco."
São dois problemas razoavelmente compreensíveis, mas nem por isso menos irritantes. É difícil para alguém confirmar presença, quando ainda não sabe nem o local do jogo (como fará para chegar lá, onde estacionará, etc) e nem o horário (pois pessoas têm compromissos xD). Da mesma forma, é chato o cara marcar o jogo, combinar tudo com o pessoal, e depois ter que trocar o local/horário/data ou mesmo cancelar o jogo por causa de uma minoria que não poderá comparecer.
Pessoas que avisam de última hora
Essa pode ser até uma auto-crítica, pois já tive que fazer isso, inclusive recentemente, hehe, mas também já passei por isso como "organizador". Entendo os dois lados.
Está tudo certinho, na tranquilidade. Tu está te arrumando para, logo mais, ir para o jogo, quando te telefonam, ou avisam via MSN/Orkut: "Cara, não vou poder ir, aconteceu (aqui no espaço entre parênteses tu diz alguma desculpa aleatória (no meu caso pelo menos era verdade...))."
Pessoas que confirmam presença e não vão
Quando acontece isso é pior do que quando avisam na última hora. Tu fala com o sujeito, ele te diz algo como: "Certo, já tô lá!" ou "Claro, pode me confirmar aí que eu vou com certeza." Quando chega na hora do troço, está quase todo mundo lá. Resolvem somente bater uma bolinha (passes, chutes a gol) enquanto esperam que chegue o tal cara. Dez minutos, nada. Quinze minutos (um 1/4 do tempo total do jogo), nada. Um time tem que começar a jogar com um a menos mesmo. Daí o jogo fica disparelho e começam a reclamar. Às vezes, passada meia hora, chega o elemento. Mas na esmagadora maioria das vezes, ele não vai mesmo.
Pagando a quadra
Essa parte é sempre uma droga. Tu que organizou. O valor era R$6/cabeça. Te dão R$10. Outros te dão R$20. Eles fazem isso ao mesmo tempo. Tu tem que ficar contando o dinheiro. Sorte que alguns (poucos) dão o dinheiro trocado, em moedas de R$0,50 R$1 e/ou notas R$2 e R$5. Tu dá o troco para uma parte da galera, mas outros ficam sem. Aí tu tem que levar o dinheiro no cara do caixa para pagar e pedir os trocos para o pessoal. Mesmo assim, uns ainda ficam sem troco e tu tem que combinar de entregar o dinheiro outro dia.
Muitas vezes ainda acontece de ir mais (ou menos) gente do que o planejado, e daí tu tem que recalcular, na hora, o novo valor/cabeça, e quando isso ocorre, invariavelmente dá um valor quebrado (ex.: R$7,45) ou uma dízima (a)periódica.
Horários indisponíveis
É incrível. Independentemente do lugar que tu ligue para reservar um horário à noite, durante a semana, te dirão a mesma coisa: não pode, pois esses horários já são reservados para grupos que pagam mensalmente para jogarem toda semana. Qualquer horário das 19h às 22h, em qualquer dia entre segunda e sexta, no lugar mais mal localizado e simplório, estará quase sempre indisponível.
Preços abusivos
Hoje em dia, numa quadra de salão pequena, sem redes nas goleiras, com iluminação deficiente e goteiras, e sem estacionamento nas redondezas, te cobrarão, no mínimo, R$60 a hora. Numa quadra de futebol-sete não coberta, com o tapete de grama sintética todo fudido e cheio de buracos, e sem (ou pouca) proteção lateral (para que a bola não vá no Campus do Vale da UFRGS quando um pé-torto a isolar) te cobrarão R$75.
Em lugares mais sofisticados, os valores podem chegar a exorbitantes R$110 (salão) e R$160 (sete)
Incompatibilidade de períodos livres
Um tem provas quase todas as semanas e tem que estudar; um tem aula; um tem o trabalho; um tem aulas nas quais realiza intensas atividades físicas bem no dia que foi marcado o jogo; outro tem que acordar muito cedo no dia seguite; outro vai sair com a namorada; outro foi viajar; um não pode durante a semana; outro só pode durante a semana...
Inviabilidade em razão da distância/falta de carona
Quando, finalmente, surge uma data na qual algumas pesoas podem se reunir para jogar, vem um novo empecilho: se o lugar, para alguns, é perto, para outros é muito longe. Tem alguém que vai de ônibus e desiste ou reclama ao saber que terá que pegar 2 ônibus para chegar até o local. Aí convence o "organizador" a desmarcar e reservar em outro lugar. Daí o último tem que ligar para todo mundo, avisando da troca e reexplicando onde é e tal. Aí quando chega no penúltimo telefonema, o cara solta uma das clássicas: "Putz, mas esse lugar é bem mais caro, não vou pagar tudo isso para jogar lá." ou "Bah meu, não dá, muito longe esse para mim. Acho que não vou poder. Por que tu trocou? O outro estava bom..."
"Não marca, não jogo." e "Não joga, não marco."
São dois problemas razoavelmente compreensíveis, mas nem por isso menos irritantes. É difícil para alguém confirmar presença, quando ainda não sabe nem o local do jogo (como fará para chegar lá, onde estacionará, etc) e nem o horário (pois pessoas têm compromissos xD). Da mesma forma, é chato o cara marcar o jogo, combinar tudo com o pessoal, e depois ter que trocar o local/horário/data ou mesmo cancelar o jogo por causa de uma minoria que não poderá comparecer.
Pessoas que avisam de última hora
Essa pode ser até uma auto-crítica, pois já tive que fazer isso, inclusive recentemente, hehe, mas também já passei por isso como "organizador". Entendo os dois lados.
Está tudo certinho, na tranquilidade. Tu está te arrumando para, logo mais, ir para o jogo, quando te telefonam, ou avisam via MSN/Orkut: "Cara, não vou poder ir, aconteceu (aqui no espaço entre parênteses tu diz alguma desculpa aleatória (no meu caso pelo menos era verdade...))."
Pessoas que confirmam presença e não vão
Quando acontece isso é pior do que quando avisam na última hora. Tu fala com o sujeito, ele te diz algo como: "Certo, já tô lá!" ou "Claro, pode me confirmar aí que eu vou com certeza." Quando chega na hora do troço, está quase todo mundo lá. Resolvem somente bater uma bolinha (passes, chutes a gol) enquanto esperam que chegue o tal cara. Dez minutos, nada. Quinze minutos (um 1/4 do tempo total do jogo), nada. Um time tem que começar a jogar com um a menos mesmo. Daí o jogo fica disparelho e começam a reclamar. Às vezes, passada meia hora, chega o elemento. Mas na esmagadora maioria das vezes, ele não vai mesmo.
Pagando a quadra
Essa parte é sempre uma droga. Tu que organizou. O valor era R$6/cabeça. Te dão R$10. Outros te dão R$20. Eles fazem isso ao mesmo tempo. Tu tem que ficar contando o dinheiro. Sorte que alguns (poucos) dão o dinheiro trocado, em moedas de R$0,50 R$1 e/ou notas R$2 e R$5. Tu dá o troco para uma parte da galera, mas outros ficam sem. Aí tu tem que levar o dinheiro no cara do caixa para pagar e pedir os trocos para o pessoal. Mesmo assim, uns ainda ficam sem troco e tu tem que combinar de entregar o dinheiro outro dia.
Muitas vezes ainda acontece de ir mais (ou menos) gente do que o planejado, e daí tu tem que recalcular, na hora, o novo valor/cabeça, e quando isso ocorre, invariavelmente dá um valor quebrado (ex.: R$7,45) ou uma dízima (a)periódica.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O prazer do ouvido (parte 3)
Depois de mais de 20 dias sem postar, devido a alguns assuntos pendentes - leia-se: provas - hoje estou retomando o blog. E dessa vez, vou finalizar o texto que fazia horas que estava exposto aqui no blog, com começo e meio mas sem final. Música!
Nesta última terça-feira, fui ao show do Oasis, aqui em Porto Alegre, no Chiqueir... digo, Gigantinho. Quem fez o show de abertura foi a Cachorro Grande, e já conseguiram animar bastante o pessoal com a ótima seleção de músicas. Eu não conheço tanto do trabalho deles, mas conhecia a maioria das músicas tocadas, e as poucas que eu não conhecia também eram legais e foram muito bem tocadas. E no final ainda terminaram à la Beatles, com uma versão bem enérgica de Helter Skelter!
Em seguida, uns 45 minutos de espera, e quando, repentinamente, as luzes se apagaram e acenderam-se as do palco, foi um barulho ensurdecedor. Mas logo já se podia distinguir entre os gritos da galera, que iam aos poucos cessando, e as batidas características de Fucking In The Bushes. Eles entram, mais uma vez o barulho, e já começam botando todo mundo para pular. Era Rock N' Roll Star a música.
Não vou descrever e fazer uma análise completa do show; somente digo que foi muito bom! Intercalaram vários sucessos consagrados com músicas do novo álbum. Na verdade eu já até sabia o setlist, pois acompanhei alguns dos shows recentes, inclusive o do Rio, que passou no Multishow, e era 99,99999% certo que não mudariam nada. Mas mesmo assim foi tri. Ver na televisão é uma coisa, estar lá ouvindo os caras, de perto, é outra bem diferente. Podem conferir o setlist AQUI, foi este mesmo.
E um fato curioso é que os dois shows, tanto o de abertura do Cachorro Grande quanto o próprio show do Oasis, foram finalizados com uma música dos Beatles. Claro, já se sabia que o Oasis encerraria com I Am The Walrus. Mas não sei se os caras do CG quiseram fazer igual a eles de propósito, tocando Beatles no final, ou se nem se ligaram nisso e foi uma mera coincidência.
Bom, até agora só falei de Cachorro Grande e Oasis, que são muito bons, os caras são foda e tal, mas afinal, o que é música boa?
Música boa é música bonita; é música que mexe com as emoções; é a que faz querermos pular, chacoalhar a cabeça para cima e para baixo, dançar, bater palmas de acordo com o ritmo, ou movimentarmos os braços e mãos como se estivéssemos nós mesmos fazendo aquele solo numa guitarra imaginária.
É aquela música que tem uma melodia única e marcante; é aquela que tem uma letra que, aos ouvidos de um, pode ser fantástica, linda e profunda, e aos ouvidos de outro, algo idiota. É aquela que cada vez que tu escuta, ela fala sobre algo diferente, e nunca saberemos se o cara quis passar uma mensagem para refletirmos ou se ele só escreveu qualquer bosta enquanto ele estava drogado.
É aquela que por mais que o tempo passe, ela não envelhece. Continua atual e continua sendo ouvida. É aquela que todo mundo sempre faz um cover e coloca na internet. Nunca morre.
Por isso digo que músicas boas são as do Oasis, Beatles, U2, Rolling Stones, AC/DC, Eric Clapton, Aerosmith, Guns N' Roses, Nirvana, Pearl Jam, Queen, Kiss, Jimmy Hendrix, Iron Maiden, Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Ramones, Bob Marley, The Police, The Doors, Led Zeppelin... E por que não algo nacional? Legião Urbana, Cazuza, Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Titãs, Skank, Tim Maia, Acústicos & Valvulados, Cachorro Grande, Jorge Aragão, Raul Seixas, Jorge Ben Jor... Entre outros tantos.
Isso sim que é música, muito mais música do que esses NX Zeros e MC Créus de hoje em dia.
Nesta última terça-feira, fui ao show do Oasis, aqui em Porto Alegre, no Chiqueir... digo, Gigantinho. Quem fez o show de abertura foi a Cachorro Grande, e já conseguiram animar bastante o pessoal com a ótima seleção de músicas. Eu não conheço tanto do trabalho deles, mas conhecia a maioria das músicas tocadas, e as poucas que eu não conhecia também eram legais e foram muito bem tocadas. E no final ainda terminaram à la Beatles, com uma versão bem enérgica de Helter Skelter!
Em seguida, uns 45 minutos de espera, e quando, repentinamente, as luzes se apagaram e acenderam-se as do palco, foi um barulho ensurdecedor. Mas logo já se podia distinguir entre os gritos da galera, que iam aos poucos cessando, e as batidas características de Fucking In The Bushes. Eles entram, mais uma vez o barulho, e já começam botando todo mundo para pular. Era Rock N' Roll Star a música.
Não vou descrever e fazer uma análise completa do show; somente digo que foi muito bom! Intercalaram vários sucessos consagrados com músicas do novo álbum. Na verdade eu já até sabia o setlist, pois acompanhei alguns dos shows recentes, inclusive o do Rio, que passou no Multishow, e era 99,99999% certo que não mudariam nada. Mas mesmo assim foi tri. Ver na televisão é uma coisa, estar lá ouvindo os caras, de perto, é outra bem diferente. Podem conferir o setlist AQUI, foi este mesmo.
E um fato curioso é que os dois shows, tanto o de abertura do Cachorro Grande quanto o próprio show do Oasis, foram finalizados com uma música dos Beatles. Claro, já se sabia que o Oasis encerraria com I Am The Walrus. Mas não sei se os caras do CG quiseram fazer igual a eles de propósito, tocando Beatles no final, ou se nem se ligaram nisso e foi uma mera coincidência.
Bom, até agora só falei de Cachorro Grande e Oasis, que são muito bons, os caras são foda e tal, mas afinal, o que é música boa?
Música boa é música bonita; é música que mexe com as emoções; é a que faz querermos pular, chacoalhar a cabeça para cima e para baixo, dançar, bater palmas de acordo com o ritmo, ou movimentarmos os braços e mãos como se estivéssemos nós mesmos fazendo aquele solo numa guitarra imaginária.
É aquela música que tem uma melodia única e marcante; é aquela que tem uma letra que, aos ouvidos de um, pode ser fantástica, linda e profunda, e aos ouvidos de outro, algo idiota. É aquela que cada vez que tu escuta, ela fala sobre algo diferente, e nunca saberemos se o cara quis passar uma mensagem para refletirmos ou se ele só escreveu qualquer bosta enquanto ele estava drogado.
É aquela que por mais que o tempo passe, ela não envelhece. Continua atual e continua sendo ouvida. É aquela que todo mundo sempre faz um cover e coloca na internet. Nunca morre.
Por isso digo que músicas boas são as do Oasis, Beatles, U2, Rolling Stones, AC/DC, Eric Clapton, Aerosmith, Guns N' Roses, Nirvana, Pearl Jam, Queen, Kiss, Jimmy Hendrix, Iron Maiden, Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Ramones, Bob Marley, The Police, The Doors, Led Zeppelin... E por que não algo nacional? Legião Urbana, Cazuza, Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Titãs, Skank, Tim Maia, Acústicos & Valvulados, Cachorro Grande, Jorge Aragão, Raul Seixas, Jorge Ben Jor... Entre outros tantos.
Isso sim que é música, muito mais música do que esses NX Zeros e MC Créus de hoje em dia.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Desmistificando tribos urbanas
Já fazia um tempão que eu queria falar sobre o assunto a seguir, mas eu sabia que ele exigiria bastante pesquisa e tomaria um tempo considerável, então fiquei adiando até hoje. Mas já que estou inspirado, vamos começar.
Farei, hoje, uma introdução às "tribos" urbanas dos Nerds, Geeks, Otakus, CDF's e Fanboys. Muito provavelmente tu, que está lendo, já tenha ouvido falar ou já seja até familiarizado com algumas dessas denominações. Mas o que é isso afinal? O que define alguém pertencente a um grupo ou outro? Quais as diferenças? Muitas vezes, com as semelhanças nas definições, nos confundimos.
O próposito desse texto é justamente apresentar ao leitor essas exóticas sub-categorias da cultura popular urbana, e permitir, para aquele já conhecedor do assunto, sanar suas dúvidas e saber em quais dessas tribos ele pode ser classificado. Nós próximos posts, farei detalhadas "radiografias" de cada uma delas, ao mesmo tempo em que mostro as conexões entre elas e seus pontos marcantes.
Nova era
No mundo contemporâneo, com o rápido desenvolvimento da tecnologia, pudemos constatar sua forte disseminação nos variados cantos do planeta e nas diversas classes socias. Hoje é raro encontrar quem não tenha um telefone celular ou um computador em casa. A popularização da internet fez entrarmos na era da velocidade, da informação, da interatividade. É muito fácil saber o que está acontecendo, neste exato momento, no outro lado do mundo. Os jovens de hoje são capazes de ler, digitar, ouvir música, jogar um jogo, ver TV e conversar com alguém ao mesmo tempo. Qualquer um pode baixar filmes, séries e games de qualquer canto do mundo de graça.
E como resposta a esse início de uma nova era, surgem na sociedade diversos grupos de pessoas com gostos semelhantes, relacionados de alguma forma, às novas tendências (ui) e hábitos da atualidade. Ou seja, são as chamadas tribos. É o caso daquelas 5 citadas anteriormente. Obviamente, há muito mais do que essas 5 tribos por aí. Então tu pergunta: "Tá, então por que tu vai falar especificamente dos Nerds, Geeks, Otakus, CDF's e Fanboys?"
Bom, primeiro porque são tribos com as quais eu me identifico. E segundo porque, no caso da maioria delas, acontece um fenômeno bastante interessante: são tribos em ascensão na sociedade atual. Se, por exemplo, antes a denominação "nerd" era sinônimo de "fracassado" ou "estranho", agora ser nerd está na moda. As pessoas gostam dos nerds, precisam dos nerds. Elas querem ser nerds.
Por enquanto, é isso. Espero ter deixado os leitores ansiosos pela continuação, hehe... Na próxima parte, começarei destrinchando a tribo usada no exemplo do último parágrafo: os Nerds! E se não ficar muito grande, talvez já fale dos Geeks também, o que seria bom, devido ao fato de esses dois grupos caminharem, muitas vezes, lado a lado. Mas veremos na hora.
Até mais.
Farei, hoje, uma introdução às "tribos" urbanas dos Nerds, Geeks, Otakus, CDF's e Fanboys. Muito provavelmente tu, que está lendo, já tenha ouvido falar ou já seja até familiarizado com algumas dessas denominações. Mas o que é isso afinal? O que define alguém pertencente a um grupo ou outro? Quais as diferenças? Muitas vezes, com as semelhanças nas definições, nos confundimos.
O próposito desse texto é justamente apresentar ao leitor essas exóticas sub-categorias da cultura popular urbana, e permitir, para aquele já conhecedor do assunto, sanar suas dúvidas e saber em quais dessas tribos ele pode ser classificado. Nós próximos posts, farei detalhadas "radiografias" de cada uma delas, ao mesmo tempo em que mostro as conexões entre elas e seus pontos marcantes.
Nova era
No mundo contemporâneo, com o rápido desenvolvimento da tecnologia, pudemos constatar sua forte disseminação nos variados cantos do planeta e nas diversas classes socias. Hoje é raro encontrar quem não tenha um telefone celular ou um computador em casa. A popularização da internet fez entrarmos na era da velocidade, da informação, da interatividade. É muito fácil saber o que está acontecendo, neste exato momento, no outro lado do mundo. Os jovens de hoje são capazes de ler, digitar, ouvir música, jogar um jogo, ver TV e conversar com alguém ao mesmo tempo. Qualquer um pode baixar filmes, séries e games de qualquer canto do mundo de graça.
E como resposta a esse início de uma nova era, surgem na sociedade diversos grupos de pessoas com gostos semelhantes, relacionados de alguma forma, às novas tendências (ui) e hábitos da atualidade. Ou seja, são as chamadas tribos. É o caso daquelas 5 citadas anteriormente. Obviamente, há muito mais do que essas 5 tribos por aí. Então tu pergunta: "Tá, então por que tu vai falar especificamente dos Nerds, Geeks, Otakus, CDF's e Fanboys?"
Bom, primeiro porque são tribos com as quais eu me identifico. E segundo porque, no caso da maioria delas, acontece um fenômeno bastante interessante: são tribos em ascensão na sociedade atual. Se, por exemplo, antes a denominação "nerd" era sinônimo de "fracassado" ou "estranho", agora ser nerd está na moda. As pessoas gostam dos nerds, precisam dos nerds. Elas querem ser nerds.
Por enquanto, é isso. Espero ter deixado os leitores ansiosos pela continuação, hehe... Na próxima parte, começarei destrinchando a tribo usada no exemplo do último parágrafo: os Nerds! E se não ficar muito grande, talvez já fale dos Geeks também, o que seria bom, devido ao fato de esses dois grupos caminharem, muitas vezes, lado a lado. Mas veremos na hora.
Até mais.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Sugestões: animes fodões
Há alguns dias tive a oportunidade de terminar um anime que fazia muitos meses que um amigo exigia que eu visse. O nome é Gundam Seed.
Ele começou a ver e se viciou tanto que em 2 dias ele já tinha visto todos os 50 episódios. Depois me gravou tudo num DVD e me mandou assistir, porque era "muito foda". Como eu sou mais daqueles animes de 13 ou 26 episódios (devido à falta de tempo e de paciência para histórias pouco objetivas), fiquei enrolando para ver. E os p
rimeiros episódios também não eram lá muito empolgantes, na minha opinião.
Mas depois de uns 15 episódios, a coisa mudou de figura. Não a ponto de eu fazer uma média de 25 episódios por dia, mas comecei a ficar muito curioso para saber os rumos que a trama tomaria, e sempre que acabava um episódio, ficava querendo saber como seria o próximo.
Gundam Seed é um baita anime. Não é perfeito, tem lá suas falhas. Mas, como meu amigo disse, é muito foda.
O personagem central é o jovem Kira Yamato, e o
anime conta as façanhas dele e de seus amigos, num universo tomado pela guerra. Devido a uma série de incidentes, ele, contra a sua vontade, se torna um piloto de mobile suits, que são grandes robôs usados para combate. Ele se vê obrigado a proteger inocentes civis e os seus companheiros, ques estão a bordo de uma espaço-nave caçada pelas forças militares inimigas.
A história tem muitas reviravoltas e acontecimentos marcantes. Batalhas, destruição, mortes, sofrimento, traição e dor são coisas corriqueiras na série. E o anime dá destaque tanto às estratégias e combate quanto aos sentimentos das pessoas. É difícil não se impressionar ou ficar indiferente ao conhecer os pensamentos e o passado de determinada personagem e depois vê-la morrer facilmente, algumas vezes até em vão.

Claro, como já disse, a história não é perfeita, tem lá seus furos e acontecimentos duvidosos. Como é que podem jovens tão novos serem capazes de pilotar máquinas de guerra tão complexas, mesmo que sejam pessoas geneticamente aprimoradas, e como é permitido que o façam? Algumas decisões e estratégias tomadas por parte dos líderes e comandantes são meio idiotas, e fazem tu pensar se não haveria uma escolha mais inteligente. Alguns acontecimento nas relações entre as personagens também ficam mal resolvidos, e quando tu pensa que, no próximo episódio as coisas se resolverão, surgem novos acontecimentos e as questões antigas são deixadas de lado.
E a pior coisa: está para nascer um cara mais emo do que o tal do Kira. Puta merda, ele só sabe ser triste e chorar! Não há quem aguente aquela choradeira todo santo episódio. Tudo bem, pode ter um pouco de emoção, não espero personagens desumanos, mas o criador do anime exagerou um pouco né....
Fora essas pequenas falhas, é uma ótima série. Sério, tu vai quase chorar em algumas partes, e vai ficar tão espantado e surpreso em outras que tu vai ter que pausar o Media Player, voltar e olhar de novo, para ver se aquilo aconteceu mesmo. Os 3 últimos episódios então... Nossa, nem vou falar nada, senão estraga. Mas é foooda!
Se tiver uma oportunidade, veja!
Para episódios desse e de quase qualquer outro anime que tu venha a ouvir falar >> clique AQUI.
Mas depois de uns 15 episódios, a coisa mudou de figura. Não a ponto de eu fazer uma média de 25 episódios por dia, mas comecei a ficar muito curioso para saber os rumos que a trama tomaria, e sempre que acabava um episódio, ficava querendo saber como seria o próximo.
Gundam Seed é um baita anime. Não é perfeito, tem lá suas falhas. Mas, como meu amigo disse, é muito foda.
O personagem central é o jovem Kira Yamato, e o
A história tem muitas reviravoltas e acontecimentos marcantes. Batalhas, destruição, mortes, sofrimento, traição e dor são coisas corriqueiras na série. E o anime dá destaque tanto às estratégias e combate quanto aos sentimentos das pessoas. É difícil não se impressionar ou ficar indiferente ao conhecer os pensamentos e o passado de determinada personagem e depois vê-la morrer facilmente, algumas vezes até em vão.
Claro, como já disse, a história não é perfeita, tem lá seus furos e acontecimentos duvidosos. Como é que podem jovens tão novos serem capazes de pilotar máquinas de guerra tão complexas, mesmo que sejam pessoas geneticamente aprimoradas, e como é permitido que o façam? Algumas decisões e estratégias tomadas por parte dos líderes e comandantes são meio idiotas, e fazem tu pensar se não haveria uma escolha mais inteligente. Alguns acontecimento nas relações entre as personagens também ficam mal resolvidos, e quando tu pensa que, no próximo episódio as coisas se resolverão, surgem novos acontecimentos e as questões antigas são deixadas de lado.
Fora essas pequenas falhas, é uma ótima série. Sério, tu vai quase chorar em algumas partes, e vai ficar tão espantado e surpreso em outras que tu vai ter que pausar o Media Player, voltar e olhar de novo, para ver se aquilo aconteceu mesmo. Os 3 últimos episódios então... Nossa, nem vou falar nada, senão estraga. Mas é foooda!
Para episódios desse e de quase qualquer outro anime que tu venha a ouvir falar >> clique AQUI.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Texto chato sobre alguém que escreve textos chatos
Nossa, como eu escrevo demais. Quando rolei aquele botão redondo do meio no mouse - cuja denominação mais precisa, se existe, me foge no momento - para "descer" a página, me deparei com todos aqueles posts, imensos em sua maioria, alguns até mesmo sem nenhuma foto para amenizar o trabalho exaustivo da leitura. Nossa, qual é o meu problema? Pensei que poderia ser a ainda presente excitação de escrever num blog ainda novo, de poucos meses de vida.
Mas antes disso, acho que é por outro motivo: uma tremenda necessidade de comunicação de minha parte. E, analisando meus próprios posts, ela é de fácil percepção. Basta ver como tenho falado bastante de mim e dos meus pensamentos, nos posts mais recentes. Talvez para suprir, compensar minhas "deficiências sociais" no mundo concreto e palpável.
É fato que não sou de muita conversa na vida real. Sei lá, frente à grande parte das pessoas, parece que há um bloqueio que me impede ou me retarda para pensar em coisas interessantes para dizer. E quando surge algo para dizer, seja de mim ou de quem me tem os ouvidos, não comento tanto, sou sucinto. Penso muito mais do que falo. Meço as palavras, e às vezes, por receio de alguma reprovação ou reação estranha, prefiro o "Aham..." ou o silêncio.
E quando escrevo, o bloqueio desaparece. Não sei ao certo ainda o porquê disso acontecer, mas acho que as razões principais são duas. Primeiro porque a internet dá uma sensação de anonimato, mesmo que no meu caso seja falsa, pois divulguei o endereço do blog à maioria dos conhecidos. E porque eu tenho um tempo e tranquilidade maior para pensar no que vou dizer, não tenho que dar uma resposta de bate-pronto.
E é muito legal perceber a diferença entre o Giovanni que escreve no blog e o Giovanni normal. Nem pareço o mesmo, hehe. E acho que eu levaria jeito para a Psicologia. Estou ficando bom para análises comportamentais.
Outra coisa: como eu escrevo merda também. Claro, quanto mais se escreve, maiores as chances de sair besteira. Quando releio algumas coisas que escrevi, às vezes penso em como posso ter pensado e escrito aquilo no outro dia e tal...
Acho que isso decorre de outra idéia na qual acredito: nunca somos, hoje, a mesma pessoa de ontem; estamos sempre em constante mudança. Mesmo que seja sutil, ela existe. Só que de vez em quando surpreendo a mim mesmo, devido à rapidez com que se deu a mudança de opinião, e ao me perguntar como posso ter sido o cara que disse tal coisa a somente semanas ou dias atrás.
Estou bem hesitante para postar esse texto, já que os últimos dois ou três foram igualmente chatos e pesados: eu falando sem parar sobre o que eu acho disso e daquilo. E o próximo, caso seja a parte 3 de "O prazer do ouvido", não fugirá desse estilo. Ah, mas foda-se, agora que já escrevi tudo isso mesmo. Admito que estou meio sem vida nos últimos dias, então não há muito assunto novo, por enquanto só as viagens da minha mente. Quem quiser ler, que leia.
Se ainda possuo algum leitor "regular", aguarde. Logo logo surgirão novidades. ;D
Mas antes disso, acho que é por outro motivo: uma tremenda necessidade de comunicação de minha parte. E, analisando meus próprios posts, ela é de fácil percepção. Basta ver como tenho falado bastante de mim e dos meus pensamentos, nos posts mais recentes. Talvez para suprir, compensar minhas "deficiências sociais" no mundo concreto e palpável.
É fato que não sou de muita conversa na vida real. Sei lá, frente à grande parte das pessoas, parece que há um bloqueio que me impede ou me retarda para pensar em coisas interessantes para dizer. E quando surge algo para dizer, seja de mim ou de quem me tem os ouvidos, não comento tanto, sou sucinto. Penso muito mais do que falo. Meço as palavras, e às vezes, por receio de alguma reprovação ou reação estranha, prefiro o "Aham..." ou o silêncio.
E quando escrevo, o bloqueio desaparece. Não sei ao certo ainda o porquê disso acontecer, mas acho que as razões principais são duas. Primeiro porque a internet dá uma sensação de anonimato, mesmo que no meu caso seja falsa, pois divulguei o endereço do blog à maioria dos conhecidos. E porque eu tenho um tempo e tranquilidade maior para pensar no que vou dizer, não tenho que dar uma resposta de bate-pronto.
E é muito legal perceber a diferença entre o Giovanni que escreve no blog e o Giovanni normal. Nem pareço o mesmo, hehe. E acho que eu levaria jeito para a Psicologia. Estou ficando bom para análises comportamentais.
Outra coisa: como eu escrevo merda também. Claro, quanto mais se escreve, maiores as chances de sair besteira. Quando releio algumas coisas que escrevi, às vezes penso em como posso ter pensado e escrito aquilo no outro dia e tal...
Acho que isso decorre de outra idéia na qual acredito: nunca somos, hoje, a mesma pessoa de ontem; estamos sempre em constante mudança. Mesmo que seja sutil, ela existe. Só que de vez em quando surpreendo a mim mesmo, devido à rapidez com que se deu a mudança de opinião, e ao me perguntar como posso ter sido o cara que disse tal coisa a somente semanas ou dias atrás.
Estou bem hesitante para postar esse texto, já que os últimos dois ou três foram igualmente chatos e pesados: eu falando sem parar sobre o que eu acho disso e daquilo. E o próximo, caso seja a parte 3 de "O prazer do ouvido", não fugirá desse estilo. Ah, mas foda-se, agora que já escrevi tudo isso mesmo. Admito que estou meio sem vida nos últimos dias, então não há muito assunto novo, por enquanto só as viagens da minha mente. Quem quiser ler, que leia.
Se ainda possuo algum leitor "regular", aguarde. Logo logo surgirão novidades. ;D
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