quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sobre visitas indesejadas, caminhos tortuosos, potes de pirita e picos do Himalaia

Deixe-me dizer-te uma coisa ou duas sobre o Fracasso, meu caro. Ele andou te incomodando, certo? Estás deprimido, com a autoestima estirada no chão, te perguntando por que é só contigo e todo aquele negócio de “oh céus, oh vida”, correto? Pois bem, não é só contigo. Não achas que é muito egoísmo pensar que o Fracasso só olha pra ti? Aqui vai a REALIDADE, amigo: ele está sempre por aí, esperando para ser compartilhado pelo maior número de pessoas possível. Ele é uma prostituta safada. E alguns o agarram com orgulho, ainda assim. Quer saber por quê? Porque ele é necessário. Caso contrário, viveríamos num mundo tedioso, onde todos são vitoriosos e felizes. Aliás, não existiria felicidade, pois não haveria nada de ruim para usar como comparação e assim definir o oposto de ruim. Existiria apenas um nada. Um vazio existencial. Não haveria nada a alcançar; tudo já estaria nas nossas mãos. E a partir desse momento, meu caro, teríamos deixado de ser humanos.

Sabes quando é que tu vais atingir a Felicidade? Falo da Felicidade Plena, dos contos de fadas e tudo o mais. NUNCA. Ah, ok, não sejamos tão perversos assim: podes sim alcança-la, e até mesmo segurá-la por uns instantes a mais, se fores educado e souberes cuidar com carinho. Mas tê-la pra sempre, nunca. Esqueça! E não importa quanto tempo ela tiver ficado. Quando ela tiver ido embora, sempre parecerá que não permaneceu o suficiente. E o que acontece a seguir?

A seguir surge – isso mesmo – a Tristeza. Essa aí que estás sentindo agora, prima em primeiro grau do Fracasso. E podes ter certeza absoluta de que ela visita a todos, sem exceção. Então por que reclamas que não gosta quando ela te importuna aparecendo sem convite para uma xícara de chá, ou quando ela toma sem pudores o quarto de hóspedes emprestado por meses a fio? Por que questionas a sua presença? Não é nenhum bullying particularmente direcionado a ti. Eu já falei, tu não és especial. Ela simplesmente quer um pouco da tua companhia, assim como a de muitos outros. E no fundo, não é ela que precisa de nós, e sim o inverso: NÓS precisamos dela.

Portanto, abrace-a, acostume-se e desfrute de sua presença. Tenha a serenidade e a condescendência de saber que a Tristeza, tanto quanto o Fracasso, é fundamental para o crescimento, o amadurecimento, a evolução pessoal. E se trata apenas disso: o processo de evolução. O CAMINHO. Não existe o pote de ouro infinito no fim do arco-íris. O que existe é um pequeno pote de pirita que, confesso, talvez nem seja alcançado, ou então até seja alcançado, consumido, alcançado de novo em algum outro lugar e usado mais algumas vezes. Mas o pote em si não interessa, pois ele se esvai. O que importa é a garra para sempre procurá-lo. Mesmo que nunca o tenhas vislumbrado, mesmo que o tenhas perdido por descuido, mesmo que apenas encontres um misto de barro e fezes por incontáveis vezes.

Pois ISSO é ser humano. É correr do ponto A ao ponto B tomando o maior número de tombos possível e parando para tomar um refrescante gole d’água quantas vezes for preciso (ou quantas vezes ele estiver disponível). É resistir ao caminho e se orgulhar da oportunidade de poder tê-lo trilhado, independentemente do grau de sua tortuosidade ou de sua suavidade. É o movimento, é a ação, é a mudança constante que dá vida à vida. 

E não me fales que é difícil, eu SEI que é. Podes chorar sim, mas sem exagero, vai faltar água no mundo daqui a algumas décadas. Podes reclamar também, mas com moderação, porque ouvido não é penico. Eu mesmo já chorei, já reclamei. Já beirei a depressão patológica. Já atingi o Pico do Himalaia da alegria e da euforia. E lá, perdi o equilíbrio e desandei montanha abaixo. Quando cheguei ao solo, a bola de neve que havia se formado ao meu redor durante a queda estava tão espessa que mal conseguia me mexer, e acreditei que jamais sairia. Mas nesse momento, vieram algumas pessoas e começaram a remover a neve. Nesse momento, percebi que tinha subido tão alto que não as enxergava mais, e parecia que não precisaria de qualquer ajuda delas. Já no chão, vemos com clareza o valor real das pessoas.

Concluindo a moralzinha da historinha pra criancinha dormir: sejas gentil com a tia Tristeza, persigas pelo caminho tortuoso o pote de pirita mesmo sabendo que poderás não encontrá-lo e nunca deixes de VALORIZAR o que tu já tens. Por último, mas não menos importante, não tenhas a ilusão de que poderias ser completamente satisfeito e realizado um dia. O homem é, por definição, insatisfeito.

Realidade: nunca nós.
Caminho: isso sei valorizar.
Para pensar... :B

sábado, 5 de janeiro de 2013

O melhor de 3 anos (2009 a 2011)

Dessa vez posso dizer que, realmente, faz muito tempo que não escrevo aqui. O blog foi completamente abandonado às traças, tudo em nome no meu canal no Youtube, o giotgo2, cuja manutenção acabou se tornando uma atividade mais séria desde o início de 2011, e tem demandado um tempo cada vez maior de mim. Ah e isso sem falar do EliteClassicos... Quem é galo velho deve saber.

Houve sim, nesse período (de 2011 pra cá), algumas ideias para novos textos, mas das duas, uma: ou eu esquecia sobre o que ia escrever, ou a preguiça e a dedicação ao canal do Youtube venciam, me impedindo de postar qualquer coisa.

Entretanto, recentemente reservei um tempinho para reler alguns de meus próprios posts aqui no Nice Cups, sabe como é, né? Lembrar do passado e tal. Foi praticamente a mesma sensação de abrir e folhear um álbum antigo de fotos da família. E sabe que isso me deu uma ideia?

No fim das contas, resolvi que seria digno elaborar uma coletânia dos melhores textos que escrevi nesses 3 anos (ou 2 e meio, hehe) dedicados ao blog. Sei lá, para a posteridade. É bastante provável que eu nunca mais volte a escrever aqui, então pelo menos existe um "resumão" para quem se interessar. Se é que alguém se interessar, vai saber. Tem doido pra tudo.

Terminada a protocolar enrolação, vamos de fato à coletânia, seguindo dos posts mais antigos para os mais novos. É importante ressaltar que há a possibilidade de que alguns trechos estejam datados, defasados e não se apliquem mais à realidade atual. Além disso podem haver links quebrados, vídeos que já foram excluídos do Youtube, etc. Ainda assim, acho que continua sendo válida a retrospectiva.


Coisas irritantes em marcar um jogo de futebol

Animes fodásticos: Golden Boy

Top 12 games para PlayStation 2 jogados por mim - Parte 1 - Parte 2

Mr. Pyramid Head

O cinema me surpreende

A matemática tem sua beleza

Não gosta de Cosplay?

Pequenos objetivos a serem alcançados

Filmes estranhos

Frases inspiradas

A história do Fluxo Zero

A teoria dos finais

SPA, o mal de uma geração

Coisas normais que dão medo

Maiores gostosas dos games - Parte 1 - Parte 2 - Parte 3

As mais marcantes aberturas de animes

Você sabe que é nerd se...

Seriam Tom Cruise e Nicolas Cage criações robóticas japonesas?

Convocação: Scott Pilgrim Contra o Mundo

On the Road - Pé na Estrada - Resenha

Resgate de uma era


Até. "Adeus" é muito trágico.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Animes e a síndrome dos cinco primeiros episódios - Parte primeira

Uau, já é 29 de agosto e até agora eu não tinha escrito nada por aqui nesse mês... Segundo minhas contas eu nunca tinha ficado um mês sem postar, desde que comecei o blog. Mas o que importa é que ainda não será dessa vez, antes tarde do que mais tarde ainda!

Hoje resolvi falar sobre um assunto que me veio espontaneamente à cabeça após passar praticamente um dia inteiro pesquisando novos animes e experimentando alguns episódios para ver se realmente me agradavam. E é aí que está o problema e o assunto do post: nenhum deles conseguiu me prender a atenção o suficiente para me deixar ansioso para assistir os episódios seguintes. E não falo só do dia de hoje; noto que isso vem acontecendo comigo há um bom tempo. Quando vejo a quantidade de pastas de animes que estão se acumulando na minha pasta de "Downloads", e principalmente, quando leio os nomes dos animes e não consigo sequer lembrar quais as suas temáticas, percebo que está ficando cada vez mais difícil achar animações japonesas que me façam passar dos 5 primeiros episódios.

Portanto, parei para pensar: "Por que diabos isso está acontecendo comigo?" Não sei a resposta, mas tentarei nesse texto identificar alguns dos possíveis motivos.

O primeiro pensamento que me ocorreu, não vou mentir, foi a possibilidade de que talvez eu já esteja ficando velho demais para os animes. Afinal, estou na fase da vida em que, teoricamente, eu ainda deveria ter a disposição da infância mas, com ela, responsabilidades e compromissos. Portanto, será que não seria o meu sub-consciente tentando me dizer: "Ok, 21 anos, já está na hora de arranjar um emprego, uma namorada, começar a pensar no futuro e parar de assistir desenhos bebendo Nescau."

Entretanto, uma vez que atualmente é possível encontrar um sem número de animes com temas adultos, incluindo aí as mais variadas conotações da palavra (se é que me entendem), esta hipótese inicial pode ser facilmente descartada. Ergo Proxy, Akira, Monster, Berserk, Evangelion, Claymore, Rainbow e Aki Sora que o digam. E nem tive que citar os hentais...

De qualquer modo, isso logicamente nos leva à segunda hipótese: será que estou tão "crescidinho" que nunca mais poderei ver um inocente Dragon Ball ou um Sakura Card Captors da vida? Talvez. É duro admitir, mas sobre o primeiro, baixei alguns episódios para matar a saudade, e rapidamente perdi a paciência.

Por outro lado, como é que o mesmo cara que desistiu facilmente de assistir de novo DB conseguiu manter-se firme até mais do que a metade de Asu no Yoichi, um anime que, apesar de não tão ingênuo, nem de longe possui o mesmo apelo, fama e reconhecimento daquele? E se voltarmos não muito no tempo, como poderia eu ter assistido até o final (e me divertido com) animes como Ichigo 100% e Love Hina, que - longe de mim querer desmerecer essas obras, mas - não passam de historinhas da vida escolar e romances manjados? Todos estão cansados de conhecer aquele menino certinho que fica sem jeito em meio à maioria feminina, que por forças do destino acaba se metendo em confusões constrangedoras e sendo injusta porém comicamente taxado de pervertido, somente para mais tarde se redimir com um ato nobre que restaura temporariamente a confiança das meninas, e que lá do meio pro final da trama nutre secretamente um ardente amor pela mais bonitinha delas, sem nunca conseguir expor claramente seus sentimentos em relação à moça, seja por timidez, insegurança ou interrupções de terceiros em momentos cruciais. E as pessoas, mesmo assim, ainda veêm isso!

Portanto, acredito que não seja a temática o principal fator a me fazer desistir de ver o anime. Mas se também não é isso, o que mais pode ser então?

Usando pela terceira vez o exemplo de Dragon Ball, e comparando-o com Ichigo 100%, observa-se a seguinte diferença gritante: enquanto um é composto de numerosos 153 episódios, o outro consegue contar sua história em apenas 12! Ok, 13 se contarmos o episódio especial, e 17 se contarmos os OVA's, mas ainda assim... São vários milhares de minutos a menos. O quão conveniente isso pode ser para um jovem vivendo em pleno século XXI, o século da informação, da hiperativiade e do imediatismo? Muito, eu lhes digo. Por que ver 1 anime de 153 episódios, quando se pode ver 6 de 26, ou melhor ainda, 12 de 13?

De fato, tenho reparado que muitos dos animes que concluí nos últimos anos foram desses curtinhos, de 12 ou 13 episódios. Em especial, o penúltimo foi Highschool of the Dead (que na realidade foi um caso extraordinário, pois parei e retomei várias vezes), e o último, Freezing. Tá bom, então finalmente descobri porque não consigo me entusiasmar com os animes recentemente, é porque tenho preguiça de assistir quando ele é mais longo... Mas seguindo essa lógica, a esmagadora maioria dos animes é curta (até 26 episódios), então, escolhendo animes ao acaso, não seria razoável supor que eu terminasse a maioria deles (o que não corresponde à realidade)? Se fosse essa a razão, eu nunca teria visto Hajime no Ippo até o fim (inclusive o New Challenger e o filme). E quem realmente me conhece sabe que eu considero HnI um dos animes mais fodas já feitos. Ainda seguindo o raciocínio, eu teria concluído quase a totalidade dos animes curtos que eu já baixei para assistir, como o Asu no Yoichi, mencionado anteriormente, que falei que só consegui ver até mais ou menos a metade (7 episódios, creio eu). Ou seja, tem algo errado aqui também.

Adicionalmente, tenho percebido que, em alguns animes, até consigo ser fisgado nos primeiros 2 a 5 episódios, mas logo depois, talvez devido a um cadenciado desenvolvimento do enredo, acabo perdendo grande parte do interesse inicial. Foram os casos de, pasmem, Full Metal Alchemist, considerado por muitos o melhor anime da década passada, mas que não me convenceu depois de 10 episódios, e nos últimos dias, de Flame of Recca, que me agradou no primeiro episódio, mas nos seguintes revelou sua mediocridade.

Por fim, tenho perdido a paciência com animes estruturados de forma a iniciar e resolver uma situação a cada episódio. Samurai Champloo, por exemplo. O objetivo era sempre "achar o samurai dos girassóis", ou algo assim, mas em cada episódio o grupo de viajantes chegava num lugar diferente e enfrentava um problema diferente (salvo algumas exceções). Ao final do episódio, tudo se resolvia e eles seguiam adiante. Em outras palavras, são várias "micro-histórias" fechadas que formam o todo. Nada contra, já vi muitos animes com este tipo de divisão narrativa, mas o grande problema é que isso enfraquece um dos requisitos mais importantes para manter alguém acompanhando uma série televisiva: a expectativa.

No próximo post, veremos como a presença de expectativa poderia afetar a minha vontade (e creio que a de muitos) de continuar assistindo um anime qualquer. Até lá!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Liberdade

Não importa o quão desanimados estejamos, a chegada de um período de férias sempre empolga e nos faz sentir mais leves. É verdade que não são férias absolutas, mas só o fato de ter passado nas disciplinas e não ter mais aulas já serve pra revigorar os ânimos.

O mais legal das férias é que podemos retomar algumas atividades de que gostamos e que inevitavelmente são deixadas de lado no período letivo. Uma delas é voltar a jogar aqueles jogos que exigem mais tempo e dedicação - tal como os MMORPG's (não é o caso) -, ou aqueles que te viciam facilmente e, quando você vê, já está há mais de 5 horas com a bunda enterrada na cadeira/poltrona/sofá jogando aquela merda. Um ótimo exemplo é o "game-sensação" Minecraft, no qual você pode construir, alterar e destruir completamente o mundo à sua volta da maneira que quiser, criando seja lá o que vier à sua mente.

Nas férias de verão eu já havia tido a pretensão babaca de construir uma estátua tridimensional gigante do Mario, o que se revelou um desafio tão grande que acabei desistindo. Dessa vez, fui um pouco menos megalomaníaco e mais coerente com minhas próprias habilidades arquitetônicas, e o resultado foi esta bela moradia que vocês vêem abaixo (talvez seja melhor clicar na imagem para ampliar).


E para quem acha que agora eu só sei falar de games (se bem não estaria muito longe da verdade, mas enfim), outra atividade retomada nessas férias de inverno foi, na realidade, a conclusão de um anime que eu já estava há muito tempo me enrolando para terminar. Eu via alguns episódios, depois me esquecia de baixar o resto, depois reiniciava tudo para lembrar a história e os personagens, depois parava, depois retomava, depois parava de novo... Até eu resolver que agora era hora de finalizar de vez com isso. E para falar a verdade, o final de Highschool of the Dead foi meio decepcionante. Ok, nem foi um "final", pois claramente percebe-se a intenção de continuar a história em uma segunda temporada. Mas podiam ter dado uma caprichada pelo menos no episódio final, para concluir com mais estilo a primeira temporada. Talvez o OVA tenha saído para, de alguma forma, "consertar" isso e presentear os fãs. E, realmente, que fan service, hein?


Poder ler também é sempre bom. E é ainda mais agradável perceber que você chegou na metade do livro sem esforço nenhum; pelo contrário: O Fim da Eternidade se mostra uma leitura fácil, dinâmica, prazerosa e deveras interessante, principalmente para os amantes da ficção científica de qualidade, tal qual a que só mestres como Isaac Asimov sabem fazer. Imagine a Realidade e a História da Humanidade como algo perfeitamente mutável. Se no século 395, digamos, há uma terrível guerra que compromete a evolução da sociedade, bastaria um homem, por exemplo, mudar de lugar um objeto numa determinada prateleira de uma determinada casa e então, voilà! Algumas personalidades foram alteradas, outras pessoas deixaram de existir, mas não há mais guerra nenhuma neste século! Esta é a premissa básica em OFdE.


Por enquanto essas são as novidades, não houve tempo para que acontecesse muita coisa ainda, mas espero conseguir aproveitar as férias para escrever um pouco mais aqui. Sendo assim, aguardem, provavelmente sairão posts com mais novidades, algum post de opinião caso surja uma ideia boa, etc. Té mais!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mais um post de mim, sobre mim, para mim.

Três trabalhos para entregar e uma prova para estudar em menos de três semanas. Mal comecei a escrever o primeiro dos trabalhos e tampouco estudei para a prova. Pelo menos estará tudo acabado lá pelo dia 6, se tudo transcorrer bem (leia-se: se eu não pegar nenhum exame). Bem, quase tudo; depois disso ainda estarei atarefado com a bolsa de iniciação científica até o último dia de julho, e ainda terei que redigir um relatório de prestação de contas, ô saco. Mas o que posso dizer, estou sendo pago...

A parte boa de ter muitos trabalhos e poucas provas é que não é preciso estudar muito. Quando você escreve um relatório científico até pode-se dizer que você está estudando, mas de um modo diferente; não é a mesma coisa que se preparar para uma prova.

Aliás, é quando passamos a definir desnecessidade de estudo como algo positivo que percebemos que estamos provavelmente tomando o caminho errado. Quando o estudo passa a se tornar uma atividade maçante, estressante, desinteressante e alienante, é sinal que há alguma coisa errada. O estudo era pra ser um momento de absorção de novas ideias, deveria fascinar e incentivar a contíbua busca por crescimento intelectual, e não ser uma tortura. Quando você não tem mais motivação nenhuma para pegar um livro, resolver exercícios e admite que não aguenta mais estudar, e sobretudo quando você percebe isso aos meros 21 anos de idade, é hora de mudar. Afinal de contas, viver é rir ou mudar.

Portanto, chega de insistir. Quanto mais cedo se muda, mais cedo se acerta ou se erra, e no segundo caso se muda novamente. Corre-se o risco de nunca acertar, mas é melhor do que se conformar e depois perceber que perdeu meia vida ao persistir numa decisão errada, e pior ainda, perceber que já não pode mais voltar atrás. É melhor tentar ser e falhar do que ficar eternamente se perguntando se poderia ter sido.

Em breve estarei entrando em uma nova fase, uma fase de mudanças, como já foi ressaltado no parágrafo anterior. E sabe-se lá o que estará por vir, resta torcer para que coisas boas. Me lamento por ter demorado tanto tempo, pois a vida passa e algumas coisas podem se tornar irreparáveis, mas antes tarde do que nunca, como já dizia o ditado.

Esse texto poderia ser considerado como um desabafo, mas prefiro pensar que só estou colocando o leitor a par da minha situação atual e invocando sua torcida por um futuro menos nebuloso. Se bem que não acho que ainda possua muitos leitores, ainda mais com a maneira como esse blog têm sido deixado de lado nos últimos meses. Por isso gostaria de pedir desculpas a qualquer um que ainda se preste a visitar o blog periodicamente, na esperança de encontrar posts novos com assuntos minimamente razoáveis.

É que é difícil se empolgar para escrever sobre qualquer assunto quando você já não consegue encontrar tanta motivação no seu cotidiano de um modo geral. Não vou mentir: de fato, poucas coisas ainda me motivam a seguir em frente. Uma delas é o canal do YouTube (que tem dado bastante trabalho, mas me rendeu bons elogios e também algumas amizades).

Não queria acabar o post tão depressivo (e definitivamente não deveria expor publicamente tanto sobre assuntos pessoais), mas foi inevitável. Peço a compreensão de todos e bola pra frente, dias melhores virão! Té mais.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Orgulho Nerd e Toalha: o que diabos tem a ver?

É de conhecimento geral da nação - ou pelo menos deveria ser - que no dia de hoje, 25 de maio, se comemora internacionalmente o Dia do Orgulho Nerd. Mas se você tiver o mínimo de informação sobre o assunto, perceberá que grande parcela dos nerds se refere à data como o Dia da Toalha. Muita gente acaba se perguntando: Mas que porra é essa? O que tem a ver o orgulho nerd e as toalhas?


Alguns acham que é uma simples coincidência, ou seja, que algum desocupado qualquer resolveu de uma hora pra outra, aparentemente sem motivo nenhum, que no dia 25 de maio seria homenageada a invenção da toalha, e depois um outro desocupado decidiu que os nerds deveriam ter um dia pra eles, que por obra do acaso acabou sendo escolhido na mesma data. Mas se fosse esse o caso, então por que muitos nerds insistem em se referir à data como o Dia da Toalha, e não como o Dia do Orgulho Nerd (o que faria muito mais sentido)? Por causa dessa confusão toda, resolvi fazer esse post, explicando um pouco da história por trás da escolha dessas duas datas comemorativas, e no final você compreenderá que temos mais do que uma mera coincidência ligando-as.

Seguindo a ordem cronológica dos fatos, temos primeiro a criação do Dia da Toalha, que foi celebrado oficialmente pela primeira vez no dia 25 de maio de 2001. Entretanto, por razões de coesão textual, começarei pelo Dia do Orgulho Nerd.

O Dia do Orgulho Nerd aconteceu pela primeira vez na Espanha em 2006. Muitos nerds saíram às ruas para demonstrar publicamente suas paixões pelas mais variadas nerdices, usando desde referências a obras clássicas de ficção científica como Star Wars e Star Trek até atuações de um Pac-Man humano. O "evento" ganhou bastante apoio e divulgação através da internet e a notícia foi se espalhando pelo mundo todo, tomando proporções cada vez maiores ano após ano.


O dia 25 de maio foi escolhido devido à estreia do primeiro filme da série Star Wars ter ocorrido nesta data, em 1977. Pessoalmente acho que não poderia ter havido mais simbólica; 19 a cada 20 nerds catalogam pelo menos um dos filmes da trilogia original como uma das melhores obras cinematográficas já criadas na história da humanidade.

Ok, agora que já sabemos as origens do Dia do Orgulho Nerd, prossigamos para o Dia da Toalha (e a partir daqui começa a parte interessante da história toda). No Dia do Orgulho Nerd as pessoas celebram o fato de serem adeptos da cultura nerd, certo? Então é razoável supor que no Dia da Toalha as pessoas celebrem a utilidade e a importância das toalhas em suas vidas, correto? Sim, em termos... Mas esse não é o ponto crucial da questão. Aí é que está a confusão toda.

Na verdade o Dia da Toalha foi criado para homenagear o escritor britânico Douglas Adams, que havia falecido em 11 de maio de 2001, e sua série de livros famosíssima (pelo menos entre os nerds), O Guia do Mochileiro das Galáxias. A primeira homenagem foi feita no dia 25 de maio, exatamente duas semanas após a morte do escritor. Entretanto, fãs começaram a discutir para que se mudasse a data comemorativa para 42 dias após o falecimento, devido ao fato de a resposta suprema para todas as questões universais e existenciais ser o número 42. Mas por motivos obscuros e incoerentes o dia 25 de maio acabou sendo aceito em definitivo.


Bom, já está claro que o Dia da Toalha foi estabelecido por fãs de Douglas Adams, e daí pode-se naturalmente compreender a relação do Dia da Toalha com o Dia do Orgulho Nerd, pois como a maior parte dos fãs de Douglas Adams é composta de nerds, então conclui-se que as duas datas são majoritariamente festejadas por nerds. E incrivelmente as duas comemorações coincidem no mesmo dia do ano, mesmo tendo motivos diferentes para a escolha da data!

Certo, mas ainda resta uma pergunta: qual a razão da porra da toalha? Por que chamar de "Dia da Toalha", ao invés de "Dia do Mochileiro das Galáxias" ou algo assim? Aí entra mais uma peculiaridade da história criada por Adams, que consiste em ele destacar nos livros a importância da toalha para os "viajantes da galáxia", nas mais variadas e inimagináveis situações (e sim, essa parte eu copiei descaradamente da Wikipédia). A escolha do nome "Dia da Toalha" foi uma brincadeira com isso.


Espero que o post tenha sido útil para esclarecer essa confusão toda de nomenclatura. É isso, té mais!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Protesto Preço Justo


Então pessoal, acredito que a maioria já tenha conhecimento do assunto que nomeia o post de hoje, mas de qualquer forma vou explicar rapidamente.

O Preço Justo é um manifesto idealizado pelo vlogueiro Felipe Neto (se você não conhece ele, procure por "Não Faz Sentido" no YouTube), que tem por objetivo unir a população brasileira na luta contra os impostos abusivos cobrados por produtos importados das mais diversas áreas, como jogos e produtos eletrônicos por exemplo.

Eu não sou fã e tampouco acompanho os vídeos do Felipe Neto (já assisti a um ou dois vídeos há muito tempo atrás); nem mesmo simpatizo com o maluco, mas devo admitir que ele merece créditos por esta iniciativa tão legal. Faz tempo que não se vê uma mobilização social de grandes proporções nesse país, para qualquer que seja o motivo. Hoje em dia todo mundo é muito acomodado e conformado. E o Felipe Neto é justamente um cara que tem potencial para provocar alguma mudança e fazer a galera desgrudar a bunda da poltrona em prol de um objetivo comum, em vez de só ficar naquele papo alienante das modinhas e outras irrelevâncias. Portanto, exponho meu total apoio ao manifesto Preço Justo, e por este motivo estou ajudando a divulgar aqui no meu blog.

Eu até falei em levantar a bunda da cadeira, mas na verdade para participar é bem mais fácil do que isso: basta entrar no site do Preço Justo, cadastrar seu nome completo, CPF ou RG e seu e-mail, e clicar em "Participar". Ali no site também tem informações mais detalhadas, bem como o vídeo do Felipe Neto que deu origem ao protesto.

Peço a todos que participem e, mais importante ainda, divulguem de todas as formas possíveis para o maior número de pessoas que puderem. É muito fácil galera, não tem desculpa pra não querer ajudar. Vai continuar sendo um pau-mandado ou quer mudar a história do Brasil?

Té mais! 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu não acreditava...

...em amor à primeira vista, mas depois de ver isso é difícil que a primeira reação não seja querer casar com ela.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Resgate de uma era

No momento em que começo a escrever essa frase, meu relógio marca 00:27 da noite, estou sem sono, não há muito o que fazer já que estão todos dormindo. Estou esperando a conclusão do download de um filme (está lentíssimo, por sinal), não posso gravar vídeos dos meus games (pois acordaria todos ao fazer os comentários) e até estou tendo que digitar vagarosamente e com cuidado para não fazer barulho.

Na falta de passatempos e de um assunto melhor prara escrever, hoje vou falar um pouco sobre algumas lembranças dos tempos de ouro da minha infância.

E o pior é que a expressão "tempos de ouro" pode muito bem ser levada ao pé da letra, já que uma das minhas primeiras recordações diz respeito aos incansáveis Cavaleiros do Zodíaco, com suas armaduras reluzentes. Que garoto não teria sido fascinado pelos combates violentos e sanguinolentos, pela fé e persistência dos cavaleiros de bronze protetores da Deusa Atena, e pelas mais belas e legais armaduras que já se viu num desenho animado? Eu assistia aos episódios na TV, colecionava os bonecos, alugava os filmes em VHS, desenhava armaduras de papel, cortava-as e vestia-as, colando na roupa com fita adesiva, comprava qualquer bugiganga que levasse o nome deles. Eu tinha até um jogo de dominó e uma lancheira dos CdZ.

Pai, pode me comprar uma dessas?

Mas eu não poderia citar os CdZ se não me comprometesse a também falar do mais veloz ouriço azul colecionador de anéis e de Esmeraldas do Caos que se tem notícia. Se tu não sabes do que estou falando, nem continue lendo, vá embora e não retorne; não conhecer Sonic faz de você indigno de acompanhar este blog.

Sonic de fato foi um dos principais heróis da minha infância, e é triste que não me lembre ao certo o porquê, como tudo começou, quem ou o quê me apresentou a ele. Hoje em dia eu sei que Sonic conseguiu sua fama e popularidade ao rivalizar com o já estabelecido Mario, numa disputa entre Sega e Nintendo pela maior parcela do mercado de games na década de 90. Mas o fato é que eu conhecia o Sonic muito antes de sonhar em ganhar meu primeiro videogame. E também não me lembro de assistir algum desenho animado do Sonic ou algo assim (a não ser depois de mais velho, quando o desenho passava nas manhãs da Rede Globo, creio eu).

Ah, a saudável competição empresarial...

Pesquisando no Wikipédia, descobri que o desenho Adventures of Sonic the Hedgehog teve sua transmissão original no Brasil (pela Globo mesmo) em 1993. Será que eu vi nesta época? E, se é que vi, por que raios eu teria um bloqueio tão grave de memória, tendo em vista que Sonic definiu a minha infância de forma tão importante quanto os CdZ, de cujo anime me lembro tão perfeitamente? Bom, talvez porque eu tinha só 3 anos de idade... Contudo, me lembro bem de um conjunto de roupas do Sonic que minha mãe comprou e de um almanaque com várias histórias em quadrinhos do ouriço, que eu usava com base para desenvolver minhas habilidades artísticas com lápis e papel.

Sonic lembra Sega, e Sega lembra outra parte muito feliz da infância, que foi quando eu e meu irmão ganhamos, de presente, nosso primeiro e lendário videogame, o Sega Saturn. Mas antes de falar do dito cujo, deixe-me explicar o contexto histórico da época.

Um console de videogames, no Brasil, se ainda hoje é artigo de luxo, imagine nos anos de mil, novecentos e lá vai pedrada. Era o sonho de toda criança, a máxima realização pessoal que se podia atingir. Do seleto grupo dos afortunados agraciados com um aparelho de jogos eletrônicos, a grande maioria - pelo menos de acordo com minhas observações à época - tinha um Super Nintendo, e o restante tinha o Sega Genesis, ou mais conhecido como Mega Drive. Claro, às vezes se encontrava alguém com um Atari 2600 herdado dos pais ou algo assim, mas aí já era mais raro.

Os queridíssimos da garotada dos anos 90.

Me lembro de ter ido uma vez ao shopping com minha avó para escolher um presente de aniversário; ela sugeriu um videogame, então fomos a uma loja e testei o jogo Toy Story num Mega Drive, e quem sabe um jogo do Sonic, não lembro qual. Gostei bastante, mas no fim não ganhei o presente (acho que era muito caro na época).

Foram anos jogando pouquíssimo alguns jogos na casa dos primos (eu era muito tímido e preferia mais assistir aos outros jogando do que eu mesmo pegar o joystick), até que um dia meu pai chegou em casa com uma volumosa surpresa em forma de caixa retangular. Abri junto com meu irmão, que na época estava na transição bebê-criança (e não deve se lembrar de nada disso), e para nossa surpresa éramos, finalmente, donos de um poderoso videogame: o já mencionado Sega Saturn. A emoção foi grande, apesar de - e eu odeio lembrar que senti isso na época - fiquei meio decepcionado por não ter sido um SNES. Eu sei, eu sei, que burro eu era, tinha em mãos um videogame com capacidade para jogos em 3D; o mais próximo do "verdadeiro 3D" que o SNES poderia chegar era um limitado Star Fox. Mas fiquei muito feliz de qualquer jeito.

Caixa, joystick e aparelho.

O Sega Saturn, sem dúvidas, contribuiu muito para moldar minha personalidade. Eu nunca poderia esquecer as incontáveis tentativas de chegar cada vez mais longe nas fases de Die Hard Arcade, até meu irmão se dar conta de que o mini-game inicial servia para ganhar créditos suficientes para conseguir zerar o jogo. Acho difícil que muito mais pessoas, pelo menos aqui no Brasil, tenham passado pela mesma experiência de ter a infância tão marcada por este singelo Beat'em Up, uma vez que era tão raro encontrar um possuidor de Sega Saturn aqui. Pra falar a verdade, nunca encontrei outra criança que tivesse esse videogame, e raros eram os amigos do colégio que já haviam ouvido falar do console. Com sorte, talvez o leitor já tenha se deparado com a versão para máquina de fliperama de DHA em algum canto de país, mas era igualmente (ou mais) raro encontrar tal máquina em algum "fliper" por aí. Eu mesmo só vi uma ou duas vezes.

A clássica primeira "fase" de Die Hard Arcade.

E a emoção de virar (aqui no RS, quando alguém terminava um game, se falava que o maluco tinha "virado" o jogo, em vez de se usar o termo "zerar", como no resto do país) pela primeira vez o magnífico Sonic the Hedgehog 2 - que era um dos games presentes na coletânia Sonic Jam, para o Saturn -, e se apavorar ao ter que fugir imediatamente e o mais rápido possível da nave do Robotnik, com o fogo das explosões quase alcançando as costas do Sonic enquanto ele corria por sua vida, nossa! Eu segurava o botão direcional para a direita do joystick com toda a força que a apreensão me instruía a utilizar, e não largaria por nada no mundo até que Sonic estivesse, enfim, a salvo. Obviamente, hoje eu sei que não era necessário segurar o direcional para que Sonic corresse naquela parte, mas a ilusão de que era necessário me trouxe uma satisfação especial quando "escapei" e assisti às cenas finais do jogo.

Tela título de um dos melhores games já criados.

Bom pessoal, o texto já está bastante extenso, então talvez eu continue com as lembranças em breve. Obrigado aos que leram, e espero que tenham se identificado com, no mínimo, algumas das coisas que falei aqui. Té mais.