terça-feira, 7 de julho de 2009

Top 12 games para PlayStation 2 jogados por mim - Parte 2

Continuando a lista. Não espere muitas surpresas. Talvez haja 1 ou 2 jogos que tu não esperaria encontrar aqui, mas a maioria das minhas escolhas segue uma base formada de games aclamados e consagrados pela crítica. Até pode-se dizer que algumas ausências surpreendam mais que as presenças. De qualquer forma, isto que tu está prestes a ler é nada mais do que minha humilde opinião, sobre jogos que já joguei no PS2. Nada impede ninguém de discordar. Mas respeite.


Nº 6 - Ico

Veja meu review aqui e depois aqui.


Nº 5 - Tomb Raider: Legend

Um dos melhores jogos de aventura que já joguei. A volta por cima de Lara Croft se traduz nesse jogo. Após o fracasso de Angel of Darkness, todos achavam que ela não se ergueria mais. Erraram feio. O único defeito do jogo é que é relativamente fácil. As mortes geralmente ocorrem ao calcular mal o salto de um local perigoso, ou naquelas cenas onde tu deve apertar a combinação de botões certa. Em combate, é difícil morrer, com a mira automática e inimigos idiotas.


Nº 4 - Hitman: Blood Money

Se procuras por algo diferente, este é o jogo. Aqui, somente força bruta e poder de fogo não bastam. Apesar de poder contar com armamento pesado, é preciso ser rápido e silencioso. Uma falha sequer pode significar um grande problema, ou até mesmo o fim da missão. Podes até tentar cumprir seu objetivo na marra, matando todo mundo que vier pela frente, mas raramente dará certo; geralmente te matarão antes que consiga chegar próximo ao alvo. Hitman é um grande game: Design criativo dos cenários das missões, objetivos legais e, certamente, muuuuuuitas tentativas até conseguir fazer tudo direito.


Nº 3 - Shadow of the Colossus

Idéia mais fantástica e inovadora já criada para um jogo. É, simplesmente, bom demais! Um dos melhores jogos já criados, sem dúvida. O fato de ter que derrotar 16 daquelas coisas gigantescas, cada uma com suas peculiaridades e maneiras de aproximação, é muito legal, e a sensação de vê-las tombar, após dar o golpe final cravando uma espada em seus corpos, é indescritível.


Nº 2 - God of War

Mais um que dispensa comentários. Todos já devem conhecer. Se tu não conhece, tenha vergonha. O que posso comentar é que realmente não sei qual é o melhor, se este ou o GoW2. No 2 há diversas novidades nos golpes e no sistema de combate. O 2 é mais longo, com muito mais chefes e lutas incríveis, também gostei muito. Mas, apesar de não lembrar de todas as partes do primeiro jogo com clareza, lembro bem da emoção que tive ao jogar. Foi sensacional. Apesar de ter achado o 2 melhor no geral, analisando friamente, não senti tanto a magia que senti ao jogar o original. E a genialidade das cenas e do desenvolvimento da história caiu de qualidade do primeiro para o segundo jogo, na minha opinião.


E agora, sem mais delongas, conheçam o meu game número 1 de todos os tempos para PlayStation 2!


Nº 1 - Metal Gear Solid 3 - Subsistence

A perfeição em forma de game para PS2. Tudo neste jogo é impecável. A exploração, as armadilhas e perigos, os animais, as armas e equipamentos, os itens escondidos, as técnicas de combate, os sistemas de comida e tratamento de ferimentos, a camuflagem, as opções, a A.I. dos inimigos, os combates com os chefes... Nunca tinha visto um chefe tão legal e inovador (mas um pouco irritante às vezes, admito) quanto The End, por exemplo. Veja um vídeo dessa luta aqui.

A qualidade gráfica e a história então, nossa! Parece um filme, com a diferença de poder controlar o protagonista como tu quiser. O maior exemplo que existe para se fazer um bom jogo. Realmente, uma verdadeira obra de arte do entretenimento. E para fechar com chave de ouro, em Subsistence tu tens a opção de posicionar a câmera para que fique atrás do Snake, como num jogo em 3rd person comum, ou continuar com a câmera fixa, como nos outros jogos da série.


Notas finais

Pois é, nenhum FPS puro. Quase todos da lista são em terceira pessoa e alguns têm o modo primeira pessoa "embutido". Eu não gosto muito de Shooters. Prefiro um jogo no qual tiroteios fazem parte dele, e não um jogo que se resuma a tiroteios.

Sim, também fiquei surpreso comigo mesmo por não incluir nenhum RPG, nem mesmo um Action. Mas por que nenhum na lista, já que o PS2 tem tantos e tão bons títulos nesse estilo?

Antigamente eu gostava muito de RPG's, posso dizer até que era o que eu mais passava o tempo jogando, na época do PS One. Mas com o tempo meu gosto foi mudando um pouco. Passei a ter preferência por jogos de ação, nos quias as coisas acontecem mais rapidamente. Num RPG se perde muito tempo para avançar pouco, e geralmente é preciso ficar fazendo várias batalhas de "treino" antes de prosseguir, para ter força suficiente para derrotar os inimigos. Em jogos de ação, depende mais da sua habilidade. Tu vai lá, aperta os botões, mata o cara e segue adiante.

E nada de GTA's em primeiro lugar. O San Andreas nem mesmo ficou no meu Top 12. Não gosto muito de GTA. Entretanto, considero o IV muito foda. Só que o IV não é para PS2, não adianta falar dele aqui.

domingo, 5 de julho de 2009

Férias!!!

Advertência: Não leia o texto abaixo. Não tem nada de mais.
Obs.: É sério.
Obs.2: Não, é sério mesmo, juro pelo Michael Jacks... Droga.

Nunca a espera pelo período de férias de inverno pareceu tão longa. As três semaninhas de alívio estão tão próximas que nem acredito. E já estou reclamando por não serem mais do que três, inclusive.

Até ficaria com saudade das aulas, se tivesse uma professora assim.

Por outro lado, deveria estar agradecendo pelo fato de ainda poder contar com este descanso no meio do ano. Muita gente com quem falo já desconhece há algum tempo "essas regalias aí", seja pelo trabalho ou outro motivo.

Ou assim...

Mas que o tempo parece pouco, se comparado ao esforço no semestre, ah, isso parece. Não me lembro de ter estudado assim em outro momento da vida. Dá até medo, quando conversamos com nossos veteranos e eles nos dizem que cada vez fica pior. Fato, pelo menos até agora, comprovado por mim mesmo.

Ou até mesmo se tivesse coleguinhas assim...

Pena que ainda vou ter que acordar cedo (não tãããão cedo né, algo tipo 8 ou 8 e meia) e estudar um pouco. Vou aproveitar para concluir as aulas práticas no CFC e conseguir logo a carteira, e para dedicar-me um pouco ao curso de japonês, pois não estava tendo tempo durante a semana para pôr o conteúdo em dia, então falta muito vocabulário a decorar.

Se...

Droga, tanto a fazer e tão pouco tempo para isso... Livros a ler, animes e filmes a assistir, mangás a comprar, jogos a terminar, lugares, bares e shows a ir, futebol's a marcar, amigos a visitar... C4r4lho, por que eu tinha que inventar de passar todos os feriados lendo aquela merda de lei de Gauss ou a porra das coordenadas esféricas? Agora quero compensar e não vai dar para fazer tudo.

Animação na 42ª aula de Cálculo II do semestre.

E o pior é que, ao pensar no que vem pela frente, sinto-me na obrigação de aproveitar o recesso ao máximo. Não posso reclamar, foi a minha escolha ("Eu avisei, mas a mula não quis ouvir... Te fode agora nas Equações Diferenciais, burro!" - meu eu vagabundo, durante o processo de pegar no sono, numa noite dessas).

Pensamentos à parte, é férias!!

Obs.3: Leu tudo, mesmo eu avisando, né?
Obs.4: Tá com raiva porque eu tenho razão, né?
Obs.5: Não consegue parar de ler essas observações, né?
Obs.6: Agora não adianta, essa é a última observação e eu sei que tu vai ler até o final.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tempo

O tempo anda,
O tempo passa,
O tempo corre,
Salta, voa e ninguém se importa.
O tempo é um atleta despercebido ou criticado.
Incompreendido, é raivoso, pena.
Que pena?
Ora, é um ladrão furtivo e silencioso.
Imprevisível, por sorte e por azar também.

O tempo é elétrico.
Um cara agitado, de profissões inúmeras!
É soldado disciplinado,
Parece um robô, aparenta menos, porém,
Já que brinca de Deus:
Perfeito, infalível.
Sempre em marcha
Rumo ao além do infinito.
Marcha vez preguiçosa, sonolenta,
Vez veloz, como um raio!
Nunca perdendo a sincronia com as emoções e os humores
humanos.

O tempo, que mais, é cruel.
Carrasco impiedoso
Que encara, expressão incerta, contagiante.
Uma doença, um vírus mutante.
Vira medo para alguns
E vira oportunidade para outros.
Vira nada para os chatos.

O tempo é pai.
Três os filhos.
De um lembramos, sem que desejemos, talvez.
Um virá, com surpresas.
Boas, esperamos.
O do meio, coitado, é indeciso.
Divide atenções entre as surpresas e o primogênito.
Nem cuida de si, às vezes.
Deve ser por isso que é rabugento.
Satisfeito nunca.

O tempo, ah, o tempo.
É um remédio irônico:
Cura dores, não todas; atenua, apenas, algumas.
E prova, por fim
A certeza solitária de todos.
E dor
E cura
E dor...
Ciclo tedioso, beco sem saída
Da vida.
É o tempo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Animes fodásticos: Claymore

Inicialmente eu ía fazer um post único falando de dois animes, mas como escrevo bagarai, decidi transformá-lo em dois posts, assim quem não tiver muita paciência lê só um (ou nem lê), e a leitura não fica maçante.

O outro anime é Claymore. Ah, e antes que alguém por aí, não sei, comece a reclamar, deixe-me dar os devidos créditos. Este foi indicação de Marcelo Campos, meu grande amigo garotinha... COF COF! Hein? Quê que foi? Não ouvi nada... Continuando, ele havia me recomendado ano passado, mas eu nem lembrava mais, hehe, tanto que até perguntei para ele se já tinha visto, quando comecei a assistir por conta própria, ontem.

Claymore é foda. Quando digo foda é sério o troço. Até agora vi 10 dos 26 episódios, e foi suficiente, com sobras, para impressionar. É tão simples quanto violento. Tão intenso quanto misterioso. E é de uma feiura bela, como poucas vezes eu já havia visto em animes.

O cenário é uma espécie de mundo medieval. Os humanos
tentam viver pacatamente, em suas pequenas civilizações, mas são constantemente atacados por demônios chamados Youmas. Para conter tal ameaça, foi criada uma organização misteriosa, que usa mulheres combatentes, meio-humanas e meio-Youmas, conhecidas como Claymores, para caçar os tais demônios por aí. Essencialmente, é isso.

Por que é tão bom assim? Muitos motivos: a história consegue ser simples sem ser pobre, é envolvente, as personagens são interessantes, há emoção, há reviravoltas ou vulgas "quebradas-de-coluna", combate é o que não falta, há sangue para dar e vender, não existe enrolação ou "episódios de enchimento", a trama se desenvolve de f
orma quase magistral, e claro, tu não consegue ficar sem vontade de ver o próximo episódio ao terminar de assistir cada um. Ufa.

Uma imagem de wallpaper em tamanho reduzido, só para não terminar sem ilustrações:

À frente, Clare, a Claymore com a qual começa a história.

Ok, só vi 10 episódios, tem muita coisa para acontecer ainda. Mas já está claro para mim que é um ótimo anime. Excelente? Ainda não posso dizer, esperem mais alguns dias que logo terei a resposta. Mas provavelmente é.

Animes fodásticos: Golden Boy

Atualizando o blog, dessa vez sem brincadeirinhas retardadas.

Consegui ver mais um pouquinho de anime, entre uma leitura do Halliday e outra. Primeiro, segui uma recomendação integralmente aleatória, num site qualquer relacionado ao assunto: Golden Boy. Não me arrependi.

É um OVA composto de 6 episódios, cada um com duração de 25 minutos, mais ou menos. Sim, é bem curto; por isso mesmo que não hesitei em assistir. É também bastante antigo. Falo aqui de uma animação com quase 15 anos. Apesar disso, ela é muito boa, e no Hinata-Sou dá para baixar com uma qualidade decente.

Quanto ao estilo/tema: é um anime de comédia. Comédia da boa. Explico: tudo se resume a um cara que resolveu parar de estudar na faculdade para sair por aí, viajando sem rumo em sua bicicleta, para ver o mundo. Em cada episódio, ele pára num lugar diferente, e consegue um emprego temporário, no qual faz amizades, aprende com as novas experiências e, principalmente.... Pensa em sacanagem!

Todo episódio, Kintaro, esse é o nome da figura, encontra uma garota supermegahipermastersystem gostosa, à qual ele se sente profundamente atraído (para não dizer o pior, e o mais engraçado) e tenta conquistar. Isso somado aos "bicos" inusitados que ele arranja por aí, tu já deve imaginar, rende muuuuita confusão. E risos de quem assiste.

Ademais, Kintaro é um cara de potencial. Anota todas as situações pelas quais passa no seu preciosíssimo bloco de notas, ou diário, sei lá, e anota também toda e qualquer informação à qual julge importante. Tudo, resumindo. Resultado: ele aprende demais, e muito rápido, o que o torna extremamente eficiente. Apesar de seus constrangedores momentos de taradez, é um cara muito correto, de grande personalidade.

Eu não posso falar muito mais, afinal, são só 6 episódios. Qualquer detalhe mais específico já destruiria a surpresa do anime. Fica então somente a minha total aprovação. Se quer um humor do bom e com hilárias pitadas de perversão, e até um pouco de aventura, assista!

Só não fica tão recomendado aos mais novos, devido a algumas cenas mais sugestivas e, hum, picantes, havendo nudez, etc. Nada que se possa falar "Nossa, que pornográfico isso!", mas em certos momentos beira os limites. De qualquer forma, é muito engraçado, desde que tu não se sinta ofendido com tais cenas, hehe.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Hoje...

...não escreverei nada. Os vídeos falam por si sós.

http://www.youtube.com/watch?v=rRauWAXO5Yc&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=l5737qtNpFc

http://www.youtube.com/watch?v=DK8D--1dwco

































































































































Três vezes! Que burro(a)! Hheuehua!!!
E nem vem dizer que estava com as caixas de som desligadas. Eu sei que não estavam.

domingo, 14 de junho de 2009

NÃO passe no sinal vermelho

Hoje acordei e, caminhando ainda preguiçosamente pelo corredor, em direção à sala, notei que todo mundo já estava de pé; as camas dos outros quartos estavam desarrumadas e vazias. Cheguei na sala e ninguém ali. Mas ouvi meu irmão falando alguma coisa, e o som parecia vir da área de serviço. Ao adentrar a cozinha, imediatamente olhei para a direita, e confirmei a pressuposição. Estavam ele e a minha mãe ali, de pé, ao lado da máquina lava-roupas. Observavam alguma coisa pela janela.

"Que é isso?" foi a primeira coisa que falei, e simultaneamente percebi que minha mãe fungava e levava as mãos ao rosto, em gestos que denunciavam um choro. Antes que eu pudesse articular qualquer segunda pergunta, meu irmão responde a primeira: "Batida."

Nossa, que acidente horrível. Um ônibus havia não somente colidido, mas reduzido a largura de um carro à metade. Certamente as velocidades eram consideráveis, analisando a deformação plástica do que parecia ter sido um Celta branco. Alguém quis passar um sinal vermelho, para ganhar alguns segundos, e a brilhante decisão promoveu o encontro nada romântico da dianteira do tal ônibus, da linha Jardim Botânico, com a porta lateral do outro automóvel - tragicamente, a do lado do motorista.

O choque aconteceu num cruzamento, mas os veículos ainda se arrastaram por quase meia quadra, parando quase na frente aqui do prédio. Podia-se imaginar toda a trajetória apenas olhando para as abundantes marcas de pneu, destacadas no asfalto.

Procurei meu pai pelo resto do apartamento, em vão. Perguntei, assustado, onde ele estava, e a mãe disse que ele havia descido lá, para ver a situação.

Fui à sacada, onde ainda se tinha visão do acidente, e debrucei-me no pára-peito. Quando consegui tirar os olhos do carro e do ônibus colado a ele, vi que já estavam ali a polícia, os bombeiros, uma ambulância e mais uma multidão. Haviam colocado aquelas fitas, para isolar a área.

Logo depois o pai voltou, e disse que estavam tentando tirar a pessoa do carro, pois ainda poderia estar viva. Mas era difícil acreditar nessa possibilidade, ao ver o estrago; a parte do motorista havia sido completamente esmagada.

Eu não ouvi a batida, mas meu pai e meu irmão ouviram. Disseram que foi assustadora, e meu pai teve quase certeza de que alguém morreu só por ouvir o barulho.

Mais alguns momentos depois, a ambulância se retirou do local. Sem levar ninguém. Já era tarde e a pessoa não resistiu. Afastaram o ônibus. Retiraram o corpo. Minha mãe acha que era uma mulher, a julgar pelos cabelos. Depois disso eu não quis mais continuar assistindo.

Acho que não tinha ninguém além da mulher no carro. Também creio que o motorista do ônibus não tenha se ferido, ou, se sim, ao menos não muito. Como as atenções dos policiais e bombeiros estavam voltadas todas para o carro, e o ônibus aparentava vazio, presumo que os passageiros tenham sido retirados e não tenham se machucado.

Pensei em tirar uma fotografia, mas, perdoem-me, o meu espírito jornalista sucumbiu frente à mistura de indignação, perplexidade e horror, que tomou conta de mim naqueles instantes. E eu também não dispunha de uma câmera de boa qualidade no momento. Mas acreditem, era uma cena feia.

Digo-lhes o seguinte: Cuidado. Por favor, cuidado. Desprezando-se a análise da culpa do ocorrido, o fato é que alguém passou no sinal vermelho. E alguém (ou ambos) andavam em velocidade superior ao que deveriam andar. Não façam isso. Por uma economia de alguns segundos ou minutos, tu podes perder uma vida inteira. Não é uma troca inteligente.

EDIT: corrigindo, era um Ka. Apesar de eu estar observando do nono andar, o meu engano já dá uma idéia da deformação sofrida pelo automóvel, suficiente para confundi-lo com um Celta. Fiquei sabendo que era um Ka pela notícia que saiu no Correio do Povo da última segunda (15/06), sobre o ocorrido. Data do EDIT: 17/06/09

sábado, 13 de junho de 2009

Desmistificando tribos urbanas: Nerds

Longo tempo sem tocar esta "mini-coluna" do blog adiante, mas agora vai. Vamos lá.

Origens: O Nerd clássico

Acredito que o termo "nerd" tenha começado a ser usado em larga escala por volta da década de 60 ou 70. Era o modo como se chamava aquela pessoa de inteligência acima da média, que demosntrava grande fascínio por obtenção de conhecimento e por outras atividades "não tão populares" (leia-se "esquisitas"), em detrimento das habilidades sociais e cuidados com a aparência, etc. Era aquele "gêniozinho" da classe, que gostava de Física, usava óculos, sabia tudo, mas era atrapalhado, e dificilmente conversava com alguém. "Nerd" era uma forma pejorativa de se referir a esse tipo de pessoa, era uma ofensa. Ninguém gostava dos nerds, e parecia que o inteligente era, na verdade, o otário, o perdedor, e o cara malandro, que não sabia porra nenhuma e se dava bem nos esportes, era o cara legal.

Nerd clássico fazendo o que fazia de melhor.

Revolution


O que não sabiam é que a ciência e a tecnologia interfeririam decisivamente no mundo contemporâneo e acabariam por erigir de modo triunfal seus fiéis servos, até então caídos e repudiados.

Com o passar do tempo, a situação mudou. Com os video-games e microcomputadores invadindo cada vez mais os lares familiares e com a popularização dos chamados gadgets (tais como celulares ou os iPods, por exemplo), além do crescimento-relâmpago do fenômeno Internet, o interesse por eletrônicos, informática e tecnologia aumentou imensamente.

Pessoas que gostam de coisas outrora "inúteis", como programação e Matemática, passaram a ser necessárias. Tanto que outras pessoas começaram a gostar dos nerds e a querer imitá-los.

As pessoas gostam dos nerds.

O Nerd moderno


Acredito também que, devido a essa crescente popularização dos nerds, o conceito inicial, a sua definição básica, tenha sido perdido um pouco no tempo. Digo isso porque hoje em dia, esse conceito se tornou muito amplo, abrangente. O nerd não é mais só aquele cara de intelecto avantajado, porém bobo, feio e de auto-estima retraída. O nerd, além de gostar muito de ler, pesquisar e se informar, gosta de jogar video-game, gosta de RPG, gosta de séries de televisão (predominantemente as de ficção científica), gosta de Exatas, de informática, eletrônica e robótica, de Star Wars, de Star Trek, de mangás, animes... e pode gostar de quase qualquer outra coisa! Atualmente basta nascermos para sermos nerds! Convenhamos, existe alguma pessoa ainda viva que não curta nada do que eu mencionei acima? Acho difícil.

Justamente por isso, acho que a essência do "verdadeiro" nerd se perdeu. O nerd pasou a ser um cara que gosta de tudo. Não é nem mais preciso ser muito inteligente para ser chamado de nerd. E detalhe: o nerd de hoje também pode ter vida social!

Nerds estão por cima. Ou por trás... Ah, sei lá.

Eu, pessoalmente, não gosto tanto dessa nova definição, apesar de não negar que seja benéfica para os nerds. E também não é como se eu concordasse com concepções estereotipadas e pejorativas. Mas me parece que a alma do nerd fica descaracterizada, sem personalidade. Aliás, parece que a "alma nerd" deixa de existir.

Entretanto, querendo ou não, as coisas agora são assim (hehe). E a palavra-chave aqui, creio, é informação. O nerd é um cara informado. E isso é vital hoje em dia. As pessoas precisam ser informadas. Tu contrataria ou namoraria um cara/mina que se demonstrasse alheio à realidade, que não soubesse nada e nem tivesse interesse em reverter isso?

O mundo é nerd. Ponto.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Hoje é dia 12 de junho, então...

Feliz Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil.


Emissoras de merda...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quando o teu melhor não é suficiente

Sentir-se fraco e incapaz. Essa é uma das piores sensações que há.

Tu sabes que estás no auge do teu vigor cerebral e físico, no melhor de tua disposição, num momento esplêndido da vida. O limite, se existe, é o céu. Não há como melhorar muito mais.

Mas estar na tua melhor forma, às vezes, não é o bastante. E o que é pior: além da boa forma, houve esforço, dedicação. Tu te empenhaste e acreditaste. Mas o resultado não veio. A luta foi praticamente em vão. Tu perdeu, porque tu és fraco. E mesmo que não sejas assim tão fraco, aquilo era mais forte que tu, de qualquer maneira. Tanto faz; a sensação de impotência é a mesma.

Lamentação. Ah, como tu desejas que fosse um pouco melhor. A cabeça transborda de indagações condicionais e autocríticas.

Nada nunca é bom; sempre somos ruins e pessimistas. Temos sempre que melhorar e melhorar e melhorar. Mas isso é mesmo necessário? Por quê? Não podemos apenas sermos nós?

Pensando bem, isso está certo. A culpa não é tua. É desse professor idiota, é dessa faculdade idiota, é dessa namorada idiota, que só cobra, exige, e que nota os defeitos como ninguém. A culpa é do capitalismo. É desse mundo desigual e intolerante, sujo, mesquinho. São todos mais hipócritas até mesmo do que eu, que encho essa bosta de adjetivos variados, para causar a impressão de ter o domínio da língua portuguesa, para enfeitar e acharem bonito, quando na verdade sou só mais um pseudo-escritor tentando aparecer.

Não podemos ser fracos. Não podemos não ser tão bons quanto pensavam que nós éramos. Não podemos ser medíocres, mesmo tendo tentado ferrenhamente não o ser. Ninguém está nem aí se tu mereceu, por esforço.