sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tempo

O tempo anda,
O tempo passa,
O tempo corre,
Salta, voa e ninguém se importa.
O tempo é um atleta despercebido ou criticado.
Incompreendido, é raivoso, pena.
Que pena?
Ora, é um ladrão furtivo e silencioso.
Imprevisível, por sorte e por azar também.

O tempo é elétrico.
Um cara agitado, de profissões inúmeras!
É soldado disciplinado,
Parece um robô, aparenta menos, porém,
Já que brinca de Deus:
Perfeito, infalível.
Sempre em marcha
Rumo ao além do infinito.
Marcha vez preguiçosa, sonolenta,
Vez veloz, como um raio!
Nunca perdendo a sincronia com as emoções e os humores
humanos.

O tempo, que mais, é cruel.
Carrasco impiedoso
Que encara, expressão incerta, contagiante.
Uma doença, um vírus mutante.
Vira medo para alguns
E vira oportunidade para outros.
Vira nada para os chatos.

O tempo é pai.
Três os filhos.
De um lembramos, sem que desejemos, talvez.
Um virá, com surpresas.
Boas, esperamos.
O do meio, coitado, é indeciso.
Divide atenções entre as surpresas e o primogênito.
Nem cuida de si, às vezes.
Deve ser por isso que é rabugento.
Satisfeito nunca.

O tempo, ah, o tempo.
É um remédio irônico:
Cura dores, não todas; atenua, apenas, algumas.
E prova, por fim
A certeza solitária de todos.
E dor
E cura
E dor...
Ciclo tedioso, beco sem saída
Da vida.
É o tempo.

Um comentário:

Glória disse...

booa...
esse tempo q me falta...

aliás
prazer, sou a Glória
obrigada pelo parabéns^^